<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184</id><updated>2012-01-31T08:38:01.939-08:00</updated><title type='text'>eu não</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>66</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-2778455084952165807</id><published>2011-03-25T15:30:00.001-07:00</published><updated>2012-01-30T13:21:37.348-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Vamos escrever um clássico hoje, ela perguntou, quando chegarmos em casa? Ninguém lê os novos, pois não são clássicos. Ninguém lê os clássicos. Imagine a voz de Caetano Veloso ao ler. Isso aqui ou qualquer outro pensamento seu? Isso é clássico de se pensar. Caetano lê todas as sílabas, por isso, talvez, não sei ao certo – mas ninguém lê assim. Caetano lê assim, todas as síladas em aberto, articuladas solenemente, assim como Ray poderia lê-las, com um tom de zeus – e ele inverte as tônicas, ele pode porque é baiano. Ele pode invertê-las porque ele as molda todas quando pronuncia as sílabas, ele lê livros? Ele lê os novos livros? Quem lê os novos senão aqueles que os escrevem, ela perguntou. Ele não sabe te responder, respondeu. Clássicos são para nos fazer parar de escrever, insinuou. Parar de viver, completou ele. Parar perdeu o acento, Pedro. Sabes, perguntou ela. E agora, ninguém mais pára? Só para. Caetano pronunciaria o acento de pára, questiona. Transformaria ele pára em Pará? Mas que estupidez, me dá um beijo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-2778455084952165807?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/2778455084952165807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=2778455084952165807&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/2778455084952165807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/2778455084952165807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2011/03/vamos-escrever-um-classico-hoje-ela.html' title=''/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-6259020307750609369</id><published>2010-12-09T12:43:00.000-08:00</published><updated>2010-12-09T12:47:27.756-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>– Raios... Raios, Bob. Tem uma velha me espiando com um olho só.&lt;br /&gt;– Droga, Ana, tá atrapalhando a minha monografia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velha estava de pé logo atrás de Ana, vestida com um conjunto de estampa padrão em formatos angulares rosa e verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tive que ligar, Bob. Eu tava na rua... e vi, vi um moço no telefone, assim, sentado no banco da praça – quem faz uma coisa dessas hoje em dia, afinal? Ah, Bob, por essa você certamente não esperava, não da sua monografia...&lt;br /&gt;–  Ora, Ana... veja lá se...&lt;br /&gt;– tive, como obrigação, que ir até lá perto para olhar, é tão incomum uma pessoa dessas, diferentemente desta velha vestida de arroz a grega aqui atrás... Bob, que horror, ela realmente me olha com um só olho, como um gato mexendo uma orelha só. Raios, por que estou falando da velha? Bob, tive que me aproximar do homem... mas de forma a me desaparecer como um cachorro de rua, como uma bituca de cigarro, sim?... um poste ou um hidrante&lt;br /&gt;– Ana, pelo amor de deus, não comece a...&lt;br /&gt;– hidrantes andam desaparecendo por aí, pois que me tentei passar por um e não fui muito convincente – mas convincente? Veja, o homem sentado num banco de praça ao telefone, isso lá é convincente? Desbravando sua vida íntima com tsunamis sonoros que podia se ouvir do metrô abaixo do chão, Bob, te juro. Pois bem, instalei-me como um hidrante a poucos passos do senhor que falava articulando generosamente a mandíbula – certamente chamava mais atenção que um hidrante, Bob. Bob, sabe o que ele falava?&lt;br /&gt;– Dos ataques políticos de ontem, Ana...&lt;br /&gt;– Não, Bob, não... dos infartos incrédulos do coração. Incrível, não? Um homem sentado num banco de uma praça a falar com a amante, certamente uma estudante estrangeira chamada Maria, que veio da Irlanda fugida, para estudar sociologia na América do Sul...&lt;br /&gt;– Sim, pois a sociologia do hemisfério sul é outra, no melhor dos casos, outra.&lt;br /&gt;– com aquelas roupas de quem sente um calor intransponível, coisas de pedaços de pano, enrolados e coloridos, sabe, Bob? Coisas de tranças e miçangas e música ralentada. Ele falava com Maria, dos infartos generosos que tinha por ela, ali, no banco da praça. E eu ouvia tudo. Sem dúvida passei-me bem por hidrante por alguns minutos – uma nova habilidade que descobri e agora me vejo pressionada a desenvolver, merda... mais uma, Bob. Mas, enfim, o homem olhava para cima e falava com uma boca larga a respeito de uma fisiologia muito própria, à la Moraes, falava das mãos dela – muito grandes, coisa de nórdicos, Bob, já reparou? Umas mãos largas como a boca do homem.&lt;br /&gt;– Este homem verdadeiramente não anda muito vaidoso, para estar assim ancorado no meio da cidade a falar dos próprios órgaõs...&lt;br /&gt;– De certo não, Bob. Ele estava tão embasbacado que ficou fácil para minha transparência de hidrante. O fato é que, em dado momento, Bob, isto foi realmente formidável, ele disse: Não, minha querida, não entende nada do que falo?&lt;br /&gt;– Ela não compreendia português? Pobre coitado do homem de carências de serenata, mais uma prova do absurdo dos prédios de hoje, tão altos...&lt;br /&gt;– Pois é, fiquei intrigada, intrigada mesmo com aquele homem, com um cigarro aceso na mão a fazer demonstração de toda sua carência, porém tão impotente com as palavras, meu deus, as palavras! Bob, preciso aprender irlandês... que língua ele falam na Irlanda, Bob?&lt;br /&gt;– Inglês.&lt;br /&gt;– Bob, isto é muito importante, muito necessário que eu aprenda a língua de Maria. A língua de todos os lugares do mundo! Não posso passar-me, além de hidrante, por impotente como Marcos... pobre homem.. apaixonado e sem palavras...&lt;br /&gt;– Você sabe inglês, Ana. Aff, o que importa? Vai servir de pombo correio? Estas tuas fantasias estão cada vez piores, Amélia...&lt;br /&gt;Ana ri. Depois gargalha.&lt;br /&gt;– Pombo correio, Bob... mas que brilhante idéia a sua...!&lt;br /&gt;– O nome do homem é Marcos? Você falou com o rapaz?&lt;br /&gt;– Depois diz que são minhas fantasias, pois eu ligo ingenuamente para você a fim de contar minha aventura de hoje, e você me vem com pombos correios... você é demasiadamente nostálgico, Bob, mas que figura...&lt;br /&gt;– Ah, não me venha com essa agora! Duvido que não pensou em se tornar um elo entre Marcos e sua estrangeira colorida, ora Ana, como se pombo correio não fosse somente uma maneira de falar, uma metáfora!&lt;br /&gt;– Marcos é um bom homem, não seria mal se conseguisse fazê-los se comunicarem, sabe? Você e seus preconceitos... acho que vou lá prestar ajuda.&lt;br /&gt;– Eu sei que você não me ouve, eu não sei porque eu falo.. Mas não acho uma boa idéia você ir se atirando a um homem suspeito que senta em praças, não é uma atitude...&lt;br /&gt;– Oh, Bob, preciso ir. A velha está para me matar... não sabia que ainda haviam pessoas que sentavam em praças ou usavam telefones públicos... veja só, e aqui está a velha, que claramente há de ter um telefone em casa e fica a me encarar como uma criminosa tramando o escape do próximo traficante de Bangu...&lt;br /&gt;– Você tem um telefone em casa...&lt;br /&gt;– Tchau Bob, amanhã nos falamos... a velha acabou de bater com um relógio de bolso no orelhão! Mas este dia só me rende surpresas: Bob, acho que você não é tão nostálgico como acreditava ser... relógio de bolso! Veja só. Meu deus, capaz de me ver morta nos jornais de amanhã se não correr, Bob, adeuzinho. Até amanhã!&lt;br /&gt;– Ana Amélia, ah, como eu aguento! Você não vinha para cá hoje mais tarde? Marcamos de comemorar o meu aniversário hoje... Ana!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-6259020307750609369?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/6259020307750609369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=6259020307750609369&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6259020307750609369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6259020307750609369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2010/12/raios.html' title=''/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-6115906207547062315</id><published>2010-08-10T19:10:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T16:37:42.308-07:00</updated><title type='text'>pula a bula</title><content type='html'>Nas (não mais) surpreendentes vezes em que me pego sem vocabulário para dizer-te o apego – talvez melhor seria o Amor – é, então, com impropérios que dirijo minha palavra, a mim e a ti. Não mais que usuais, estas situações – que tornam-se já crônicas – atacam-me os nervos e o coração. Eu queria dizer-te palavras fortes, só me vêm as expressões gastas – como bem anunciam: o amor torna-nos iguais – fáceis, rotas. Ai que um dia, tinha a certeza, iria me sentar e escrever um tratado magnífico dos sentimentos (do este sentimento que tenho por ti e tantos outros acionados conjuntamente). Vejo-me incapaz de dizer três palavras que ainda não tenhas ouvido (quiçá de minha boca). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que isto é de fato uma doença, atacada por uma grave outra – das palavras fáceis. É a febre quem mata o pensamento. E quanto pensamento tenho, e quanto mais eu tento, povoam-me a cabeça as maldições românticas (aquelas mesmas destinadas ao fracasso, aquelas que quero sempre fugir, os passos do herói...). Tenha piedade de mim, quebrei o espelho praticando, quebrei os dentes mastigando as letras... Mas isso me corrompe aos mais ordinários seres em mim – e lá vou eu a recitar Pessoa, meu deus, Vinicius! – tenha piedade, eles são muitos aqui dentro. Lá vou eu catando as palavras que sobram dos outros, e sonhando com serestas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu te chamo de pássaro é porque te cabe mais que querido. É para ti mais útil ser pássaro do que um mero querido, também, veja. Talvez fosse parte dos impropérios te ter com asa, quem sabe. Acabo me afeiçoando a eles... Dizem que a mente como a minha, a falta de conjunções nas frases, é isso de faltar vitaminas. Quase que faço um exame que aponta a fictícia falta de B1. Penso que poderia ser a causa da fraqueza muscular (os joelhos tremidos, o coração franzino) – sem contar os pulmões apertados. E não é que é um tal de um irônico fungo, uma sarcástica toxina, alguma outra safa enzima que certos espirituosos peixes levam, que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, quantos quilos pesa uma letra, para caber num músculo daquele? Dos meus cinquenta quilos descabelados, certo é que trinta são as palavras que me faltam, vinte são você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que doença é esta: meu coração rói com som de cenoura. Todo e qualquer impulso morre na palma da sua mão. Ataca o corpo, neste ínterim, o coração (já beijastes o joelho da tua amada, algum dia? É preciso fazê-lo – li num livro) Cato agora uma palavra, expressão para esta calamidade que causas ao universo. Existe uma que mora... nos vocabulários alheios, nos profissionais, nas metonímias e amálgamas cerebrais dos enamorados. &lt;br /&gt;Na medicina fria e pathológica,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é, és tu meu beribéri cardíaco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-6115906207547062315?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/6115906207547062315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=6115906207547062315&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6115906207547062315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6115906207547062315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2010/08/pula-bula.html' title='pula a bula'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-698785965498014070</id><published>2010-08-04T08:23:00.001-07:00</published><updated>2010-08-04T08:30:01.290-07:00</updated><title type='text'>Papeles Inesperados</title><content type='html'>Creio que a última vez que alguém se aproximou de mim e questionou-me sobre minha vida (não apóio – com ou sem acento – o fazer sem devida intimidade) já faz alguns anos. Seria isto grave, gravíssimo? Quantos pontos na habilitação? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriana Calcanhoto anda me emocionando e não vejo nisto bom sinal. As conversas ultimamente têm pairado sobre a existência alheia, quando não sobre coisas supérfluas como objetos, produtos humanos, credulidade, fé, arte (já não curto mais falar sobre cinema). As palavras que aparecem atormentam-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um mês tento falar sobre mim. Assunto prioritário (e que assim seja) na vida dos demais que nos rodeiam. Fracassei todas as vezes. As poucas que tentei, admito. Então questionei-me (oras, se ninguém o faz) se a culpa poderia ser minha (mea culpa, anoto post-it para amanhã). Foram poucas as vezes em que eu me tirei do alvo e lavei as mãos – esta, eu portanto incluo: ai, não sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fazer se tangenciam meu &lt;i&gt;ego sum&lt;/i&gt; e desviam-no para suas próprias fronteiras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se importuno tanto tua sobrevivência, caro Amigo, orai por mim. É que não cresci falando (sabe-se lá quando comecei esta atividade castradora) – costumo preferir a sonolência. Mas eis que depois de meus cálculos maltrapilhos concluo um vagar de dois anos a viver desprendida de minha consciência social. Não sei, mas creio ser peligroso toda esta marginalidade. Estes dois anos ponho na minha conta, pago eu (o último mês, somente, passo adiante). Hei de tornar-me problema para alguém que não eu algum dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro Amigo, terei eu que escrever-te uma carta, para que tomes tempo a lê-la (já que para a escrita demoramo-nos com um vazio pesado) e então irá me chamar? Há um mês, sabes... que tento desentranhar minhas angústias c'outrém. O que ouço são grunhidos de apelo: n&lt;i&gt;ão, por favor, não!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro Amigo, não pretendo lhe tirar seu título ou diminuir tua imponência – no entanto, mesmo quando se aproxima e demonstra interesse, é distraidamente colado ao ponteiro do relógio (céus, é de fato uma tortura). Entenda, ouvir falar de tuas vidas é algo de extrema acidez, deveras investigativo, coisa que aprecio... Verdade, jamais falsifiquei meus interesses (não até hoje, prometo) e detenho-me em detalhes, instigo e os comento porque nestes que eu vivo. Porém, não te ofendas se não te encaixas no perfil do Amigo (às vezes nos enganamos, quem avisa Amigo é). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora não sei se continuo nas savanas ou procuro uma opção desavergonhadamente burocrática. Um psicólogo (eu sei que seria já uma antiga dica sua, caríssimo) a quem relutarei em escrever, mas pagarei a conta, desta vez, mês a mês, oficialmente. Serei clinicamente testada às minúcias de meu monólogo (monólogos são tão entediantes...) e prostrarei numa poltrona macia a determinar todos os assuntos (eu, jamais cinema). Segue-se a esta, a opção esotérica (ainda assim paga) de jogar minha vida nas conchas ou nas estrelas, cheirando a incenso, pra ver o que estes objetos me dizem – mas não é que sempre temi chegar ao ponto de conversar com as coisas?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro Amigo, em linhas escritas, flagro-me: não me detenho a falar com este papel? (orai que ele responda, orai.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-698785965498014070?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/698785965498014070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=698785965498014070&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/698785965498014070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/698785965498014070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2010/08/papeles-inesperados.html' title='Papeles Inesperados'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-577790302957827388</id><published>2010-07-16T17:09:00.000-07:00</published><updated>2011-03-25T15:32:44.763-07:00</updated><title type='text'>o que me ultrapassa</title><content type='html'>Me pediu sem nunca pedir, os versos que te digam. Eis que me ponho a anotar motivos e descrever métodos e sublinhar gestos que me consolam e resultam na sua existência. A função matemática que calcula a sua pessoa em mim. Mas não os porei aqui, agora. Nunca fui apta a cálculos, culpo a caneta destes descobrimentos. No fim, podem ter sido as palavras as criadoras desta toda bolha que me visualizo dentro - incluí você sem licença; a equação matemática dos sentimentos, perdão, x-3y+y-x/5 é uma explicação chula pro que seria o motivo disto tudo e de você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que em algum momento, de um futuro tão próximo que não enxergo lonjura, você acordará numa manhã um pouco abafada, de temperatura mole e indulgente; e em algum momento, eu sei, algum deles, podendo ser um qualquer; esfregar os olhos (os olhos fechados sempre perigam), olhar para a mão enquanto pega a xícara, sentar a manhã pesada à mesa, abrir a porta de casa (o barulho das chaves fará você não querer mais retornar); haverá um momento preciso, sempre há, que perceberá que o seu amor morreu. Este momento existe, ninguém nunca o apanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você nem vai saber a que horas eu escrevi isto tudo. E isto é o mais desesperador. Em que dia; se foi manhã ou tarde ou noite; se tinha tempo ou o espancava; se tinha vontade ou bom-humor ou se morria a cada letra disparada. Se fazia sol ou nublava ou se incendiava-se alguma parte da cidade. E, provavelmente, nem terá esta curiosidade que me consome, em saber detalhes (de tamanha importância que preenchem a outra metade da vida). É a morte não sabê-los. E você não faz questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como consegue viver sem espanto? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Indiferente ao ridículo da frase, desejoso de provocar uma situação dramática, disse-lhe:&lt;br /&gt;- Dentro de três meses teremos gasto o amor.”&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-577790302957827388?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/577790302957827388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=577790302957827388&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/577790302957827388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/577790302957827388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2010/07/o-que-me-ultrapassa.html' title='o que me ultrapassa'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-3446661417072108314</id><published>2010-07-05T07:28:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T07:28:09.316-07:00</updated><title type='text'>meio</title><content type='html'>Eu me vi num livro outro dia. Porque assim, junho é um mês angustiante de frente aos livros - nem sei se os quero, a saúde anda me preocupando mais esse ano; mais do que os livros que causam moléstias formidáveis. Nem sei disso; mas causam os piores pecados. Fome, fleuma, tumores, congestão nasal e angústias. E para isso: naldecon ou letras. Sei não, pílulas me atraem mesmo não tendo afeições para com ficção científica, sei não. E vem junho - com seus términos. Um frio inventado, uma doença somatizada, um caos cerebrino - um junho ante um julho que não se mostra mais complacente, e ainda faz sol. Ontem colei os cacos do pote que havia ao lado da cama - uma consequência de junho. Juntei com cola branca e restaram os relevos das rachaduras que denunciam o junho que passou (lá quando eu estiver a angustiar-me em junhos de próximos anos). Em agosto colarei os cacos do resto da casa (continuações de membros rachados) - as crianças pararão de gritar e voltarão pra escola, em agosto, de repente dá para encontrar meu humor na bagunça dos amontoados de papel e comprar um nervocalm, restaurar as paredes e as louças, chamar o povo de reacionário... Junho acaba comigo. Eu sei, eu sei. Perdão. É a saúde, vês...? Meu fim na esquina. É junho. Eu sei, que bem me vi num dia em um outro livro desses. Me vi num dia outro livro - livro em junho acaba comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-3446661417072108314?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/3446661417072108314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=3446661417072108314&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/3446661417072108314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/3446661417072108314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2010/07/meio.html' title='meio'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-8965058826679347760</id><published>2010-06-06T16:20:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T16:20:04.040-07:00</updated><title type='text'>Mestre Doutor</title><content type='html'>Sempre haverá alguém melhor que eu pra isso&lt;br /&gt;e aquilo&lt;br /&gt;sempre haverá, em seu vocabulário corporativo, alguém&lt;br /&gt;lá&lt;br /&gt;mais suado, mais sorriso e auto&lt;br /&gt;promoção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como é que eu ando na vida,&lt;br /&gt;agora, afora e então&lt;br /&gt;eu não sei&lt;br /&gt;pois sempre haverá&lt;br /&gt;o ele fanstasma &lt;br /&gt;lá - na minha frente na &lt;br /&gt;fila - na assassinatura do contrato a papelão&lt;br /&gt;ele- na frente-ele&lt;br /&gt;e mais gente atrás&lt;br /&gt;sou sanduíche frio, daquele de &lt;br /&gt;miga&lt;br /&gt;sumo no meio, de fino, de murcho,&lt;br /&gt;e o aquele da frente sorri tão mais dente&lt;br /&gt;que não há meio, forma, suficiente&lt;br /&gt;de minhas olheiras de &lt;br /&gt;cansaço transparecerem no-meio-de&lt;br /&gt;tanta gente &lt;i&gt;in&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;coerente&lt;br /&gt;tão mais peça-encaixe pra isso e&lt;br /&gt; ‘quilo também,&lt;br /&gt;que não sei como ir em frente&lt;br /&gt;pois &lt;br /&gt;que não graduei meu workaholic MBA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu, que não sei atropelar contentes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-8965058826679347760?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/8965058826679347760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=8965058826679347760&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8965058826679347760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8965058826679347760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2010/06/mestre-doutor.html' title='Mestre Doutor'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-9026258921039075790</id><published>2010-05-27T08:33:00.000-07:00</published><updated>2010-06-22T17:13:09.805-07:00</updated><title type='text'>Os Espaços Insuspeitos da Vida 1</title><content type='html'>Hoje eu comprei um café - com aqueles últimos trocados da carteira, comprei um café para viagem. Pensei muitas vezes se deveria, refleti acerca das desvantagens, demorei-me até sentir tão pouco sã que cometi o ato repentinamente. Sem pensar eu fui e comprei um café. Comprei um café somente para descobrir a vileza do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No intuito de amansar-me as ideias e concentrar-me no belo do mundo, passeei com o café até encontrar lugar que me recebesse os sentimentos. Um berço para acalmar-me a taquicardia diária. Cerquei-me de árvores, sentei no banco todo o meu peso de ser com o café quente que iria me consolar. Aquele banco, estável, plano e bem menos hostil do que geralmente percebo-os sendo. O cheiro do café numa manhã constantemente igual a todas, irreparavelmente normal. O café mais parvo de minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afeiçoei-me tão rapidamente àquela situação, de respirar profundamente (tenho estado muito só) e silenciar os pensamentos (muito só), oh, que não esperava o que viria a acontecer. Estes momentos insuspeitos da vida. Aquele momento que em se pode rir do próprio pessimismo e converter-se (nem que pelas próximas duas, três horas) em uma gente humana. Sou interrompida: por dentre o mato ralo, balançam os bambus de terror: um voraz ataque de um enxame-de-uma-abelha-só. Vinha listrando o ar, em movimentos de mal aguentar-se o próprio peso, num traçar tonto e insano pelos ares. Vinha, numa galhardia própria dos insetos ameaçadores, numa valentia calma de quem não reconhece seu lugar no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu inimigo passa a não ser mais eu mesma, que imaginei tão mais difícil de derrotar que uma atrevida abelha esfomeada. Esta me rodeou e zanzou aquele zumbido perto do meu ouvido, aquele que lhe tira toda e qualquer paz interior - infalível zumbido. Praticamente mergulhou na minha xícara de isopor. Aquele ferrão se mostrando com toda sua ridícula imponência. Eu me submetendo ao ridículo muito maior de mexer os braços para todos os lados (aquele café era meu!) num ridículo muito maior de me submeter a um ser no mínimo mil vezes menor em tamanho, num balançar a cabeça, as pernas e os braços, todos os membros, às vezes simultaneamente, até levantar-me do banco, rodar em volta, circular a árvore, fazer o oito como para me livrar de uma perseguição policial enquanto, da xícara, o café entornava em minha mão, queimando meus dedos e aumentando os meus contorcionismos - agora, não só corporais, como faciais. Minha inimiga era mais ágil, muito mais ágil que esta fortaleza humana velha e inflexível, amedrontada e, notavelmente, com todos os olhares voltados para ela, até - Eu. Até. Eu, como o arquétipo feminino, eu cedi. &lt;br /&gt;Eu cedi à natureza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falhei minha dignidade. Envergonhei minha paz de espírito. Meu sono a ser curado. Meus trocados da carteira. O café mais covarde que já tomei pela metade. Metade? Nem isso. Eu cedi à natureza e -  para não me abalar ainda mais, cogitei beleza naquele ato. Deitei o café na beira do canteiro e fui me afastando, me distanciando de todo aquele sentimento, mas, principalmente, do meu predador. Temi, eu temi minha saúde. Deixei-o e, ao longe, fitei por uns instantes a felicidade indigna que alguém que rouba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será mesmo que ela merecia mais aquele café quente do que meu relógio fisiológico alarmava? Duvidei. Pus em questão, enquanto admirava aquela xícara de isopor para viagem, pus em questão a natureza, os animais racionais, a cadeia alimentar, o valor dos sentimentos, o valor do medo, dos trocados, do capitalismo vigente, do vencer e do perder, dos insetos, dos mamíferos, da poesia da vida, da generosidade - principalmente da generosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei que, momentos antes, ao descer os cinco andares de escadas, me vi na situação tão excessivamente cotidiana de me confrontar com a passagem fechada por seres distraídos em suas próprias existências. Pedi licença com um sorriso objetivo e fui severamente tratada; a bunda chegou-se para o lado sem sequer um olhar de &lt;i&gt;pois-não&lt;/i&gt; com um sorriso forçado mesmo, ou um olhar de &lt;i&gt;não-queria-atrapalhar-você, nem-aos-outros-mil-que-utilizam-as-escadas-na-sua-primeira-e-própria-utilidade&lt;/i&gt;, não. Nem sequer um olhar de &lt;i&gt;não-me-enche-mas-passa&lt;/i&gt;. E o que pensei?: tudo bem, hoje estarei tranquila.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando, agora sem dignidade, e pensando na natureza selvagem das savanas da gávea; olhando a abelha (agora um pontinho incognoscível que se remexe intrépido acima da xícara - sim, pois que deveria estar a bradar às suas colegas: VENHAM! VENHAM! É NOSSA! FOI FÁCIL, FACÍLIMO!), mirando a selvageria de qualquer ser vivo, gente, abelhas e bambus, estava como um poste, com seu olhar mais nulo de poste. Fitando com um desespero calmo e decadente a minha chance de pertencer ao meu meio. Pequei? Se sim, naquele momento me redimi à natureza. Deixei lá o café, que agora era visto como um ocupante estranho exposto em lugar controverso, foco de olhares e pensamentos dos passantes que nem imaginam quão vil um zumbido pode ser. Fui-me embora, fui-me embora com a vergonha-de-cabeça-baixa, mas convencida da beleza e generosidade de um ato como aquele, e decidida a me acostumar ao infortúnio do café sem açúcar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-9026258921039075790?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/9026258921039075790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=9026258921039075790&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/9026258921039075790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/9026258921039075790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2010/05/espacos-insuspeitos-da-vida-1.html' title='Os Espaços Insuspeitos da Vida 1'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-2246777134885271351</id><published>2010-05-23T16:20:00.000-07:00</published><updated>2010-05-23T16:20:06.821-07:00</updated><title type='text'>Pedrinhas Portuguesas</title><content type='html'>Os caminhos pelas calçadas de cimento,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “por que as de pedra portuguesa só existem lá... lá e cá”, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rua, caminhavam na sombra - sempre. Atravessavam ruas, ruelas, para não sentirem arder o amarelo na pele, iam e vinham como tolos; cogitavam, em tamanha liberdade gratuita, fingir-se, atuar, imitar. Gritar, encenar, aumentar, rir. Ela comentava a postura e vestimenta dos prédios, ele quase nunca respondia. Que hacemos? todas as noites exaustas de marcarem as calçadas a quatro pés. Comiam mal e mal comiam, empanturrados de uma língua familiarmente bárbara e de um sotaque nervoso. Ela esperava-o enquanto ele assistia esportes, enquanto chafurdava entre os discos, enquanto dormia - coisa que ele não admitia fazer entre resmungos de olhos fechados. Ele a esperava do banho com uma câmera gravando; que ela, sem querer e inevitavelmente (dada sua aptidão ao fracasso) apagava do disco-chip-mini-dvd-memória. Ela repetia com ele o que achava graça dele fazer. Ele não apagava. Eles roubavam um pouco do frescor do um litro d’àgua comprado toda manhã, mas ela desejava mesmo as garrafas de soda verdes, azuis, em cada canto de mesa. Ninguém mais agüentava tanta carne no prato e ele, com aquele visàge vinte-e-dois-anos-saudável-e-forte-poderia-estar-no-exército sofria desnutrição com aquele desmatamento gastronômico. Sentavam-se nas praças, brincavam de ciclopes - que depois vieram a descobrir que Maga e Horácio também faziam, e que também faziam todos os casais do mundo. E quanto mais aproximavam um rosto do outro, menos compreendiam o que era um olho, cima norte sul frente trás, o que era aquilo, o que eram um ou outro; compreendiam cada vez menos o que era céu e o que seria chão e por isso amavam-se. O povo falava muito e eles conversavam nos intervalos. Ela mordia o rapaz e ele somente encolhia os ombros, numa gentileza quase sublime. Ela perdeu o ar quando viu um peixe (rabo, barbatanas, cabeça e sorriso) inteiro no prato à sua frente - logo na primeira noite - e ele perdeu o fôlego a cada beijo que ela roubou: era sempre ela que o atacava bravamente como pirata bêbado. Ele não parecia gostar ou desgostar, mas de vez em quando reclamava-não-querendo-ofender. Aí ela não gostava, porque via nele aquele poema que ele escreveu - o primeiro e a mostrou - aquele em que se dizia descrente do amor. Ela lembra sempre, ele não sabe. Ele, às vezes - e talvez para compensar - a abraça no meio da rua que a faz desandar de um desequilíbrio agudo e quase desabar na calçada de pedras tão irregulares de tropeço - calçada que somente e no entanto, existe cá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-2246777134885271351?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/2246777134885271351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=2246777134885271351&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/2246777134885271351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/2246777134885271351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2010/05/pedrinhas-portuguesas.html' title='Pedrinhas Portuguesas'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-1440565215713571206</id><published>2010-04-26T19:26:00.001-07:00</published><updated>2010-04-26T19:26:56.730-07:00</updated><title type='text'>Romanticagem</title><content type='html'>Esse romantismo&lt;br /&gt;Perdido&lt;br /&gt;Assim como o relógio vermelho&lt;br /&gt;Perambulando em meio&lt;br /&gt;Às tecnologias&lt;br /&gt;Tão desavergonhadas&lt;br /&gt;Queixo pra cima&lt;br /&gt;Me empurram pra passar&lt;br /&gt;(andam muito rápido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o romantismo&lt;br /&gt;não aquele do livro&lt;br /&gt;mas aquele de dentro&lt;br /&gt;desliza escorrega no vidro&lt;br /&gt;da janela tão limpa&lt;br /&gt;não consegue mais entrar na casa&lt;br /&gt;a tela do computador acesa&lt;br /&gt;espanta ele&lt;br /&gt;e vaga-lumes&lt;br /&gt;à noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é muito vidro&lt;br /&gt;muito detergente&lt;br /&gt;muita faixa de pedestre&lt;br /&gt;flanelinha esfregando na frente&lt;br /&gt;pra ele atravessar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-1440565215713571206?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/1440565215713571206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=1440565215713571206&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/1440565215713571206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/1440565215713571206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2010/04/romanticagem.html' title='Romanticagem'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-465835159912605894</id><published>2010-04-26T19:17:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T19:17:46.437-07:00</updated><title type='text'>uma questão de encaixe C</title><content type='html'>__escândalo___ , eu te amo tanto - tanto - tanto - que encontro em meu choro, meu manto de tanto que branco puro homem santo que canto que deito que peco talvez em teu acalanto que durmo em teu ombro e sobre meu pranto que ama, e ama, Mas, no que há enquanto, meu olho é relógio, meu tempo é diabo, minha vida, eu mato e janto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-465835159912605894?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/465835159912605894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=465835159912605894&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/465835159912605894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/465835159912605894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2010/04/uma-questao-de-encaixe-c.html' title='uma questão de encaixe C'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-943827302629940779</id><published>2010-04-25T14:49:00.000-07:00</published><updated>2010-04-25T14:49:44.483-07:00</updated><title type='text'>Ou o amor, ou uma coisa dessas</title><content type='html'>e então, quando você me pergunta uma coisa dessas&lt;br /&gt;eu tenho vontade de morrer, um pouco eu morro que seja&lt;br /&gt;por eu não conseguir te fazer entender...ai, uma coisa dessas...&lt;br /&gt;eu tenho vontade de retirar-me educadamente de mim, só pra ver se encontro palavras melhores&lt;br /&gt;palavras que digam uma coisa dessas, não essas palavras que todo mundo fala&lt;br /&gt;aí eu digo que quero uma casa pra ver você abrindo a porta, todos os dias, a porta da casa&lt;br /&gt;e esperar por esse momento durante todo o tempo ali dentro,&lt;br /&gt;uma casa, um tarde monótona na casa, o corpo mole, domingo nas terças e quartas e sábados, como é possível o amor aumentar a cada dia desses, a cada quarta monótona e pergunta dessas&lt;br /&gt;eu imagino que isso talvez diga uma coisa dessas, mas não posso ter certeza&lt;br /&gt;você diz que eu não te entendo em nada, mas mais que isso é a casa que eu quero&lt;br /&gt;que aí a única pergunta ia ser sobre o despertador enquanto abraçados&lt;br /&gt;eu digo, isso que eu digo todos os dias&lt;br /&gt;das palavras que eu escrevo, são todas pra você, um dia&lt;br /&gt;ler e não me entender&lt;br /&gt;são guardadas e repetidas mil e uma vezes, que quando você me pergunta essa&lt;br /&gt;somem todas elas&lt;br /&gt;talvez&lt;br /&gt;que é isso que digo&lt;br /&gt;uma coisa dessas se diz em mil formas, que não aquela&lt;br /&gt;pra isso que é falar de amor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-943827302629940779?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/943827302629940779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=943827302629940779&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/943827302629940779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/943827302629940779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2010/04/ou-o-amor-ou-uma-coisa-dessas.html' title='Ou o amor, ou uma coisa dessas'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-8649608554443708679</id><published>2010-04-25T14:46:00.000-07:00</published><updated>2010-04-25T14:46:22.608-07:00</updated><title type='text'>uma questão de encaixe B</title><content type='html'>___responsabilidade___, eu te amo tanto - tanto - tanto - que encontro em meu choro, meu manto de tanto que branco puro homem santo que canto que deito que peco talvez em teu acalanto que durmo em teu ombro e sobre meu pranto que ama, e ama, Mas, no que há enquanto, meu olho é relógio, meu tempo é diabo, minha vida, eu mato e janto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-8649608554443708679?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/8649608554443708679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=8649608554443708679&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8649608554443708679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8649608554443708679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2010/04/uma-questao-de-encaixe-b.html' title='uma questão de encaixe B'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-725608982412165099</id><published>2010-04-25T14:42:00.000-07:00</published><updated>2010-04-25T14:42:50.023-07:00</updated><title type='text'>uma questão de encaixe</title><content type='html'>____expediente____ , eu te amo tanto - tanto - tanto - que encontro em meu choro, meu manto; de tanto que branco puro homem santo que canto que deito que peco talvez em teu acalanto que durmo em teu ombro e sobre meu pranto que ama, e ama, Mas, no que há enquanto, meu olho é relógio, meu tempo é diabo, minha vida, eu mato e janto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-725608982412165099?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/725608982412165099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=725608982412165099&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/725608982412165099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/725608982412165099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2010/04/uma-questao-de-encaixe.html' title='uma questão de encaixe'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-8808051048445134619</id><published>2010-03-30T13:34:00.000-07:00</published><updated>2010-05-26T13:05:11.609-07:00</updated><title type='text'>Ou o Amor(,) de Rilke</title><content type='html'>Temo estas que são de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tombo na cadeira com olhar perdido - procurando adentro algo que desconheça. Tento silêncio, o mimetismo de me transformar naquilo que me rodeia, mesa, pedra, copo, mato - quase não me diferencio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero dar nome a isto para não torná-lo vício e crime - o nome é sempre um perigo pra quem povoa em palavras, pra quem pavoa-se em palavras. Pra quem não faz em verbos - pra quem se emenda em vocábulos e cogita em palavras que tramamos nós. Resta o amor, o verivérbio que às vezes surge de ruínas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-8808051048445134619?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/8808051048445134619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=8808051048445134619&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8808051048445134619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8808051048445134619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2010/03/ou-o-amor-de-rilke.html' title='Ou o Amor(,) de Rilke'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-8093930069208204856</id><published>2010-03-16T19:51:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T07:57:29.207-07:00</updated><title type='text'>clarão</title><content type='html'>Eu espero a internet parar de cogitar, enquanto espero a carona que ainda vem - assim se espera e se torce - pra tirar daqui esta pessoa vaga e preguiçosa - leva ela pra qualquer canto que se encaixe ao mundo e possa somente coexistir, leva - espero a entrevista de segunda-feira pra, depois, poder esperar o resultado, o resultado se gostam desta pessoa e o resultado do exame médico da minha mãe na terça-feira, que eu espero aliviar minha angústia de espera. Tô na fila, ainda, desde sempre, esperando o dia em que vou ser aguardada ansiosamente, esperada eu - que agora só me desespero com tanta espera em mim - leva ela, leva... - que tanta espera já vira crime, sou punida com desesperança e me sento em frente às teclas esperando que me saiam esporádicas frases que possam suprir o buraco da bateria fraca que se espera durar até se conseguir um emprego com tomada. És, pero, uma espera chafurdada de nada, espero a hora de descer ao pátio do prédio para esperar o barulho do carro chegando - que espero acalmar o coração que está a espera de bater - espero que não morra, como prevejo, de susto quando isto, estranho e ao acaso, acontecer. Vou dizer - leva ela, leva, pra qualquer canto que se encaixe ao mundo ao anoitecer que espera o clarão cheio de lua qualquer espera ela: me espera&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-8093930069208204856?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/8093930069208204856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=8093930069208204856&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8093930069208204856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8093930069208204856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2010/03/clarao.html' title='clarão'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-4234230696655764190</id><published>2010-02-26T10:00:00.001-08:00</published><updated>2010-05-07T06:22:03.857-07:00</updated><title type='text'>ofundo</title><content type='html'>Me incomoda procurar o fundamento (provado inexistente) das coisas: eu olho a xícara. Branca. Calma. Confortável. Estúpida. Eu olho todos os lados e procuro, lá está, seu fundo. Por que desta busca inconformada do fundo dos problemas; da procura incessante das tampas das soluções - ácidas. A xícara testemunha o que há de mais burro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me incomoda ser o copo de vidro a única coisa que vejo, translúcido ou transparente-sincero, o fundo. Me atormenta não ser eu mesma um copo ou uma taça. - ou ser [e pior] eu mesma!; o fundo dos problemas todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-4234230696655764190?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/4234230696655764190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=4234230696655764190&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/4234230696655764190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/4234230696655764190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2010/02/ofundo.html' title='ofundo'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-8044941658893252746</id><published>2010-01-29T12:08:00.000-08:00</published><updated>2010-01-29T12:17:42.723-08:00</updated><title type='text'>Carta ao Pântano</title><content type='html'>Rio de Janeiro, dia 27, verão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bonito,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como é teu pântano longínquo e, destes teus estudos rápidos de zoologia, pouco espero que não um abraço-urso no retorno.&lt;br /&gt;Não sei que espécies de pássaros teu binóculo focaria e destes, então, peço uma foto somente de um Flamingo para dar de souvenir a uma pessoa querida que tenho - que cole atrás um selo, assine, mande um beijo, coisa pouca, mas com zelo; e me mande de preferência em envelope sem remetente (mesmo eu, que não gosto de surpresas)&lt;br /&gt;Da tua semana de rio, não tento imaginar alvo, objetivo ou proveito maior que a vontade da volta com saudade - daquela que se diz em discurso (maldade...) e só se vê vantagem naquela primeira mensagem&lt;br /&gt;“cheguei!” &lt;br /&gt;que alivia o estômago e dispara a produção de fósforo.&lt;br /&gt;A verdade é que, no imenso campo onde você está, eu que nem sei altura do mato [tornozelo, joelho, cintura, facão] só temo que se faça deste período em câmera-lenta mais ainda índio teu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te revoltes com minha falta, nesta semana de exercício de luto, de carinho ao telefone - é que nem acredito que haja telefone aí, sabes,&lt;br /&gt;muito menos comunicação,&lt;br /&gt;como já me conheces, não sei de ninguém que só tenha voz e não tenha mão. Não sei lidar com estes fantasmas que assombram uma vez ao dia por recado de quilômetros de fios (tanta terra, tamanho chão...)&lt;br /&gt;No entanto, nas tuas trilhas verde-musgo, no teu jogo de zoológico, cuida da saúde,&lt;br /&gt;traz pra casa um fruto - Tenta buscar com os olhos a liberdade do sapoti, que uma vez me foi contada.&lt;br /&gt;Olha, pelo menos, colhe a terra e corta uma muda - que eu sei que é proibido, &lt;br /&gt;mas que, prum coração de concreto partido, longe, parado, faz imenso bem. Este que aguarda a variável de bicho que irá lhe retornar à cidade - &lt;br /&gt;sempre o mais selvagem nicho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com carinho, o possível,&lt;br /&gt;A cidade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-8044941658893252746?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/8044941658893252746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=8044941658893252746&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8044941658893252746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8044941658893252746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2010/01/carta-ao-pantano.html' title='Carta ao Pântano'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-7647741210204037850</id><published>2009-12-05T12:40:00.000-08:00</published><updated>2010-05-27T08:14:44.627-07:00</updated><title type='text'>poeira</title><content type='html'>Estamos no porão&lt;br /&gt;E não ligamos pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não fazemos lei,&lt;br /&gt;Nem criamos meios;&lt;br /&gt;Não somos uma revolução,&lt;br /&gt;Nem carregamos bandeira. -&lt;br /&gt;- Nós nos vemos uns aos outros,&lt;br /&gt;10, 20 milhões de nós,&lt;br /&gt;nos porões das suas casas.&lt;br /&gt;E não há democracia que nos alcance,&lt;br /&gt;Nem política que nos sirva;&lt;br /&gt;Não temos repartições&lt;br /&gt;Nem líderes,&lt;br /&gt;contradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não Existe Raciocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos convém falar, dizer.&lt;br /&gt;O mundo é o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há aqui aventura –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mundo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-7647741210204037850?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/7647741210204037850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=7647741210204037850&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/7647741210204037850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/7647741210204037850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/12/poeira.html' title='poeira'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-4130445903060922010</id><published>2009-11-26T05:32:00.000-08:00</published><updated>2010-01-27T09:18:17.462-08:00</updated><title type='text'>Viés Francês</title><content type='html'>que felizes são esses que me atormentam;&lt;br /&gt;se não são os mesmos que dormem em paz -&lt;br /&gt;felizes são esses que não intentam;&lt;br /&gt;o são e tão somente -&lt;br /&gt;ininterruptamente&lt;br /&gt;- são(s).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-4130445903060922010?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/4130445903060922010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=4130445903060922010&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/4130445903060922010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/4130445903060922010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/11/vies-frances.html' title='Viés Francês'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-8177073733193181181</id><published>2009-11-19T06:40:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T06:40:26.419-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>para o caderno de anotações:&lt;br /&gt;qualquer dia de um novembro quente&lt;br /&gt;atravessando a rua foi visto um ônibus negro&lt;br /&gt;tão preto quase nulo&lt;br /&gt;cheio de velhinhos em plano americano&lt;br /&gt;que dormiam recostados nas janelas&lt;br /&gt;com rostos de limbo&lt;br /&gt;vestidos de cores pastéis&lt;br /&gt;apreciando um verão sem ar&lt;br /&gt;de dentro de um&lt;br /&gt;ônibus preto&lt;br /&gt;de preto quase luto&lt;br /&gt;de um turismo negro!&lt;br /&gt;como se a caminho da morte ou da batalha falida&lt;br /&gt;os prisioneiros de guerra curtindo um ar-condicionado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-8177073733193181181?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/8177073733193181181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=8177073733193181181&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8177073733193181181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8177073733193181181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/11/para-o-caderno-de-anotacoes-qualquer.html' title=''/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-5858616396708383399</id><published>2009-11-19T06:36:00.000-08:00</published><updated>2009-11-26T05:34:56.820-08:00</updated><title type='text'>A moça mais bela</title><content type='html'>no me gusta esta Cultura que se posta acima da vida;&lt;br /&gt;que se move mais vagarosamente, porque pode, somente;&lt;br /&gt;porque não tem prazos, nem carências&lt;br /&gt;Se coloca lá e se anuncia melhor que essa tal Vida&lt;br /&gt;- que sabe somente embriagar-se para perder-se de vista&lt;br /&gt;Fala mal, chama de vagabunda, sem causa ou raciocínio&lt;br /&gt;: não cheira a rosas como a cultura, nem vale respeito&lt;br /&gt;Lá se vai a Erudição, balançando a saia,&lt;br /&gt;mostrando-se de longe, porque é bela;&lt;br /&gt;mas quando perto se chega, ai dela -&lt;br /&gt;tão inútil, uma pena, tão ingênua;&lt;br /&gt;que não sabe que ela, uma costela!&lt;br /&gt;veio da vida vadia, criou-se de dentro do ventre, singela&lt;br /&gt;e fez-se merchand e acabou sem nada&lt;br /&gt;porque morreu ali&lt;br /&gt;na esquina da experiência, do corpo, do tempo, da malemolência&lt;br /&gt;da palavra suja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá se vai Erudição, de cabeça baixa, quando o moço culto&lt;br /&gt;esbarra com o mundo, com o poste iluminando a poça,&lt;br /&gt;com a chuva, ora, chorando na moça&lt;br /&gt;E a moça tão bela, pois, quanto ela,&lt;br /&gt;mas que tem vida nas bochechas que cora,&lt;br /&gt;mas que zomba do moço tão-culto tão-bobo;&lt;br /&gt;que este se enamora naquele instante&lt;br /&gt;e Erudição - se apavora!, perde o amante&lt;br /&gt;na hora...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-5858616396708383399?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/5858616396708383399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=5858616396708383399&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/5858616396708383399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/5858616396708383399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/11/moca-mais-bela.html' title='A moça mais bela'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-2347620432869237128</id><published>2009-11-03T14:42:00.001-08:00</published><updated>2009-11-03T14:42:46.485-08:00</updated><title type='text'>Sorver</title><content type='html'>Durante todo o seu dia,&lt;br /&gt;Sorver como o tempo,&lt;br /&gt;A mosca,&lt;br /&gt;A mousse e o vento – vê-los, criança, sorver...&lt;br /&gt;A pressão atmosférica e a temperatura de dentro.&lt;br /&gt;E todos que são e não deveriam ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-2347620432869237128?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/2347620432869237128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=2347620432869237128&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/2347620432869237128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/2347620432869237128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/11/sorver.html' title='Sorver'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-683131765707801479</id><published>2009-09-09T20:13:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T20:14:13.253-07:00</updated><title type='text'>quando Perséfone contar a alguém</title><content type='html'>no meu sequestro começo à margem, curta e apertada pela mal dita vida. que nasci, assim, tão desfeita sem costuras - fingindo que é normal pra vida me abandonar de lado, um pouco, que seja em mentira. ando como se amassada contra as paredes de um beco, ora cá, ora lá, num sempre o mesmo aperto. quando não é ela um ser vazio, paralisado, sem vontade. começo à margem para tentar chegar ao meio. purgatório no qual me criei e me vi despencar quando desaprendi a me ter. que é mentira, que não quero vida, só quero o sossego arrancado de sentar à mesa e não olhar o relógio. nada de infartos calados ou partos de palavreados fictícios, perdões imaginados. nada desse grito de vida em peito encharcado. de vida desmedida, aspirante a libertina ao vadio samba ao reckless rock. me vê uma aspirina que eu mesma não aspiro a nada e prefiro a dormência dos membros ao ethos do limbo. a indulgência e o alívio imediato da dor - presente de grego esse subterrâneo destemor. subcutâneo tumor exaltando o apego:  um falso amigo, um rumor vibrante. um tremor que conduz ao tártaro - um costume impostor que é mais que um hábito nesse país, nesse calor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-683131765707801479?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/683131765707801479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=683131765707801479&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/683131765707801479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/683131765707801479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/09/quando-persefone-contar-alguem.html' title='quando Perséfone contar a alguém'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-7261581314946264136</id><published>2009-08-30T16:43:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T16:45:46.053-07:00</updated><title type='text'>untitled</title><content type='html'>num bar&lt;br /&gt;quero sentar-me sozinha&lt;br /&gt;sem amor acompanhar;&lt;br /&gt;pra praticar as idéias, sem preocupar-me o olhar&lt;br /&gt;pra fumar um cigarro, milhares deles&lt;br /&gt;discorrer sobre o movimento do mundo ou de pessoa aquela&lt;br /&gt;ah, discutir a beleza, sem preocupar-me com ela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agarrar um copo na frente, soltá-lo jamais&lt;br /&gt;para dar as mãos;&lt;br /&gt;quero adestrar-me as idéias, só elas&lt;br /&gt;com elas, nelas, pra elas, pisá-las no chão&lt;br /&gt;gritar minhas verdades, sem preocupar-me em casá-las c’outrém&lt;br /&gt;falar mal, muito mal, sem relembrar a ninguém&lt;br /&gt; - o meio fio da calçada, que eu quero;&lt;br /&gt;rouquidão da madrugada passada,&lt;br /&gt;de fumaça, mesa molhada&lt;br /&gt;e sem dividir-me&lt;br /&gt;e sem ternura&lt;br /&gt;e sem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quero sentar-me e não parar de falar por nem um instante&lt;br /&gt;e deste instante que anseio&lt;br /&gt;quero brindes sem preocupar-me seus desejos&lt;br /&gt;e quero a vida pura&lt;br /&gt;sem afã ou doença que me apague&lt;br /&gt;que só me deixe a boemia&lt;br /&gt;dizer, trocar, declarar amor de vida&lt;br /&gt;mas nunca amor de dois&lt;br /&gt;sem mesmo nem um, nem ligeiro&lt;br /&gt;sem pensar na cama dividida&lt;br /&gt;nos braços que me virão depois&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-7261581314946264136?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/7261581314946264136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=7261581314946264136&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/7261581314946264136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/7261581314946264136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/08/untitled.html' title='untitled'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-6845091401514588716</id><published>2009-07-17T12:28:00.001-07:00</published><updated>2009-09-09T20:09:49.220-07:00</updated><title type='text'>Tricot</title><content type='html'>Eu não escrevo diálogos por que vivo num imenso monólogo, minha vida. Somente na retórica intervenho e as bocas que se movem na minha frente dizem somente o que eu me digo  e nunca me surpreendem esses que são lábios tão previstos. Também nunca me repreendem estes falsamente polidos, que não eu mesma em versos de matéria despidos. A troca só se faz para comigo, numa ignota troca entre mim’s. A troca traduz só o que desvendo sozinha. E tão imprevisível, ao mesmo tempo, eu, que de vez em quando me assusto com meu mover dos lábios próprios dizendo até idéias ou impropérios tão somente cabíveis e inter-conectados aos outros trinta ou trezentos mim’s - tão desimportantes que cabem todos num somente corpo finito, assim. Os diálogos que leio, eu sei, me espanto; mas creio e percebo que são - como eu - somente um; sentado nas suas acolchoadas questões retóricas, pois que sim, foi só um que brilhantemente repousou suas trocas - seus sintomas organizadamente em seus sintagmas, repousou-os sobre vidros para que fossem admirados d’outro lado, ora, também. E através de meu monólogo quase consciente, também tento me ver da outra margem, mas que bambeio em tentativas de atravessar-me, ainda que finita, por tantos destes mim. Difícil escrevê-los somente por tê-los e a eles dado vida eu mesma. E ainda por mais que cresçam como uma praga em capim, não os ouço sempre que quero respostas e desespero-os todos quando choro sem direção - quando me sinto tão cheia e estufada deles trinta trezentos que me esforço em expurgá-los pelos poros. Somente termino por descascar a pele e não obtenho resultado de ter menos em mim. Uma escrita crônica com menos de mim. Espaço pra outro algo menos. Meus diálogos sou eu nos meus momentos de interação, as minhas margens bordeiam-me e conversam baixo. Minhas conversas estão, estarão sempre dentro, por baixo; e por isso descasco. Culpa minha o mundo ser sempre assim, calado, que converso em mim e bem baixo; Culpa minha ser tão previsto em seus rastros que me contento a tão poucos laços e me comento seus ínfimos tão receosos atos e quase não reajo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria poder ler mais diálogos, ainda que entre um só, e ter perante a essas costuras dos outros - que vivo nesta minha peça de tricot monólogo ato -  surpresas que não me vejo ter desde que penso e já quase não falo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-6845091401514588716?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/6845091401514588716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=6845091401514588716&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6845091401514588716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6845091401514588716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/07/monologo.html' title='Tricot'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-2299068690225822274</id><published>2009-06-24T16:00:00.001-07:00</published><updated>2009-06-24T16:00:54.249-07:00</updated><title type='text'>o resgate do soldado</title><content type='html'>o tanto que me descobri e depois me desprezei transformou-me nesse ser de agora - tão oposto e tão longe daquilo. o agora, no entanto, me pede meu retorno. demanda meu resgate de mim, de antes, um meu já tão moribundo escondido tão profundo. mais daquele que sempre fui, daquele que nasci - ser tão correto e medido. ser tão calculado e sensato. ser tão obscuro e focado e, no entanto, ser tão consciente, assim, de si e do tempo só me faz duvidar do mundo sempre a todo instante. o agora e o momento. ser daquele que nasci e me criei, tão achada em mim como o alvo da sala de jogos. fortaleza sóbria e clara: pessoa talvez menos livre, pessoa ainda mais trocada. e ter que duvidar de todo esforço, dos anos que levei para me desfazer de mim, me adotar em outro pátio, pracinha, ônibus escolar, histórico de vida. é que no momento venho a saber que, então, não me respeitam o tempo e o universo na minha mudança infante como imaginei. me pedem retrocesso. me pedem lucidez e concentração, meios e métodos e moderação. meu medo é do mundo. dele nunca mais me deixar retornar à minha casa, casca, cria, ainda jovem. sei do que é capaz e temo a integridade dessa minha liberdade modesta. o mundo sempre pedirá o tempo, o tempo sempre me pedirá anciã e subdividida em segundos, minutos, sistemas, bandeiras, morais de soldado. e ainda mesmo, não sei como me gosto mais; se assim, sofredora, se antes, capaz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-2299068690225822274?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/2299068690225822274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=2299068690225822274&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/2299068690225822274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/2299068690225822274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/06/o-resgate-do-soldado.html' title='o resgate do soldado'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-6616370419455146492</id><published>2009-06-03T19:10:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T19:12:20.621-07:00</updated><title type='text'>Je ne veux pas travailler, et puis je fume</title><content type='html'>o quanto eu sinto falta de um cigarro&lt;br /&gt;um tabaco que eu nunca quero&lt;br /&gt;só pode querer dizer poucas coisas&lt;br /&gt;cinematográficas&lt;br /&gt;os filmes e a beleza que machuca&lt;br /&gt;mas te transpira&lt;br /&gt;o quanto eu quero boca e fumaça&lt;br /&gt;não sabe o que quer ou pra onde vai&lt;br /&gt;essa perdição desejada&lt;br /&gt;que só o cigarro tem na sua imagem&lt;br /&gt;de cobrir com lençol de fumaça&lt;br /&gt;a juventude gasta&lt;br /&gt;sem beleza e corridas na rua&lt;br /&gt;enrolo o tabaco enquanto enrolo o tempo meu&lt;br /&gt;crime foi será a falta&lt;br /&gt;o vazio&lt;br /&gt;a vontade gasta de 1958 feita&lt;br /&gt;de nada de sombra&lt;br /&gt;a fumaça dos cigarros que eu não fumei em prol&lt;br /&gt;de mim&lt;br /&gt;sem uma paisagem interioriana&lt;br /&gt;no sul da itália que a beleza machuca&lt;br /&gt;me cubro meu cobertor morno ameno nada&lt;br /&gt;não cobre essa cobra e pés frios&lt;br /&gt;pra onde segue o tempo meu que não uso&lt;br /&gt;deito em direção do cumprimento dos deveres e&lt;br /&gt;cobertores curtos&lt;br /&gt;deito em direção de um vulto esfumaçado&lt;br /&gt;em prol de um quê que não vejo&lt;br /&gt;um prol, deito em direção, do que há de mais sem desejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mesmo assim não consigo morrer&lt;br /&gt;de maneira que me agrade&lt;br /&gt;cinematograficamente na beleza que machuca)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-6616370419455146492?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/6616370419455146492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=6616370419455146492&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6616370419455146492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6616370419455146492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/06/je-ne-veux-pas-travailler-et-puis-je.html' title='Je ne veux pas travailler, et puis je fume'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-1981522146400206372</id><published>2009-05-20T17:56:00.000-07:00</published><updated>2009-05-20T17:59:06.902-07:00</updated><title type='text'>peligro</title><content type='html'>o perigo desapercebido das moléculas desinibidas&lt;br /&gt;(porque no fim de todas as coisas elas tomam conta)&lt;br /&gt;das distâncias mal calculadas entre as pessoas e as pílulas&lt;br /&gt;suas falsas asfixias e bocas discípulas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas tomam conta do mundo,&lt;br /&gt;Sórdidas, inadimplentes, as moléculas acendem&lt;br /&gt;no fim, a vida impune&lt;br /&gt;E mostram elétrons, doenças e vaga-lumes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-1981522146400206372?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/1981522146400206372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=1981522146400206372&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/1981522146400206372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/1981522146400206372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/05/peligro.html' title='peligro'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-8816255114014512287</id><published>2009-05-15T11:20:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T11:25:06.001-07:00</updated><title type='text'>Juliana não é raro ter razão</title><content type='html'>Se o amor é no front de batalha, batalha essa será travada em duelo de mim. Soldado suado que cruza essa luta carmim. Ele, de mim me ri nessa feita ordem oculta - soldado amante, só descreve teu fim. Se soldado é, teu soldo é ruim; tua alma opaca que em nada transparece a descrença da falha provável, futura noite em claro sem alcance afim. Que a luta é mais bela que a causa do teu tempo em sentinela, de forma que luta por falta, por sobra daquela que é força maldita e descostura, mesmo assim, tua e minha postura de general enfim. Trava tua espera comigo, no fundo, nas trevas e dorme na glória da morte daquele fado - mas que é fardo sem fim. Arma-te em brutal arranque de escudo, para desarmar aquele músculo, para desfrutar silencioso assim. Mudo como esta leitura. É fraco o braço e essa tinta nanquim. Ah, se soldado é, tua moira é ruim, mas contenta-te em viver na memória dos vivos que restaram ao estopim. Espera, incessante, que é frio e cruel, fardo sem fim. Ansiando e temendo a consumação daquilo que mantém a travessia desse campo, em capim, e os trilhos dos vagões me ligando a extensão eterna, o vão e a plataforma de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-8816255114014512287?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/8816255114014512287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=8816255114014512287&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8816255114014512287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8816255114014512287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/05/juliana-nao-e-raro-ter-razao.html' title='Juliana não é raro ter razão'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-5263877200993025267</id><published>2009-05-10T20:24:00.001-07:00</published><updated>2009-05-10T20:26:25.990-07:00</updated><title type='text'>descrente</title><content type='html'>e mesmo quando esse tudo está completo: as linhas, fronteiras &lt;br /&gt;ainda bordeiam o que                                de fora&lt;br /&gt;da vida implica&lt;br /&gt;tem vazio cheio&lt;br /&gt;(retruca, replica)&lt;br /&gt;estéril vácuo, espaço de ar que se costura mal feito que apadrinha&lt;br /&gt;    esse ensejo rarefeito que causa enjôo na veia&lt;br /&gt;descasca o esmalte da unha,&lt;br /&gt;anseia voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e como todo vício que se faz virar&lt;br /&gt;revira o estômago e desfaz seu ninho&lt;br /&gt;Esse parâmetro maldito&lt;br /&gt;de forma humana&lt;br /&gt;descriado feito sem esperança sem saída em seu âmago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a falta&lt;br /&gt;daquilo&lt;br /&gt;que seja&lt;br /&gt;desejo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-5263877200993025267?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/5263877200993025267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=5263877200993025267&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/5263877200993025267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/5263877200993025267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/05/descrente.html' title='descrente'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-1354487875730954752</id><published>2009-04-28T17:27:00.000-07:00</published><updated>2009-04-28T17:38:38.047-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>mulher; tirar as pulseiras para escrever&lt;br /&gt;tirar o colar para tomar banho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se despir e nunca o terminar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem que uma leve vergonha das unhas secas&lt;br /&gt;Dos dedos entortados&lt;br /&gt;Ao encarar o esforço da mão escrevendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o cabelo atrapalhar, sempre, a visão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreender-se as pintas nos braços&lt;br /&gt;Novas ilhas geográficas&lt;br /&gt;marcar o pé com sandálias&lt;br /&gt;depois de uma noite sem muita diferença&lt;br /&gt;ou elegância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;querer vaidade mesmo sem ter&lt;br /&gt;e tê-la e não a querer muito bem&lt;br /&gt; pois quer mais anotar&lt;br /&gt;e os amores, a vida, outros,&lt;br /&gt;mal enchem uma pequena fração do prazer tímido&lt;br /&gt;acanhado na beira&lt;br /&gt;de escrever – começar uma vida e matá-la &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e querer ter cílios longos&lt;br /&gt;mas antes, bem antes, alçar o cabelo da fronte&lt;br /&gt;pra ver as palavras&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-1354487875730954752?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/1354487875730954752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=1354487875730954752&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/1354487875730954752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/1354487875730954752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/04/mulher-tirar-as-pulseiras-para-escrever.html' title=''/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-2175641266745640041</id><published>2009-04-27T16:35:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T08:11:21.288-07:00</updated><title type='text'>Chacina</title><content type='html'>Nos momentos que a hora te empurra a escrever, porque são poucos os momentos propícios que habitam na sua vontade, a vida prática me puxa pra morte. Esse suicídio constante das vontades. Eu não tenho procon que me salve ou direito de vingança bang-bang. Violenta ou venenosa. Enveneno a vida com minha falta de pontualidade, meu descaso acadêmico, minha descrença nas ideologias. Talvez. Sou violenta na minha placidez, no meu desapego às coisas e aos outros, no meu tanto faz. Vil na minha secura. Assim, tendo a não ter sentimentos nem com as coisas, nem com pessoas, nem comigo que não seja dentro das palavras. Lá fora não sou ninguém e não me dói. Nego. Soo rebelde à vista dos outros; fria. Sou fria porque sou assassina. Lá fora não vivo, só morro e mato. Que não me contem seus dias e suas vidas, porque eu os mato todos internamente, incessantemente, incondicionalmente sem dor ou agonia. Revivo a mim quando me derramo as letras. Sou feliz quando escrevo a sorte, os dias e a dor. Só no descrever minha existência é. Revivo o mundo em poucos minutos de liberdade. Fora, minha pele seca, minhas mãos frias. As minhas unhas amargas. Sem apego, sem afeição, sem falta. Minha vida é matar. E que morram eu e à minha volta, pois não me convém nada que encosta e oxida no ar. Faço da história uma chacina. Lá onde os corpos dominam e movem-se sem vergonha. Eu aniquilo da mesma forma que a vida me apaga; me arranca os desejos. Eu em extinção não me importo. Eu nasci assassina na minha língua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-2175641266745640041?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/2175641266745640041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=2175641266745640041&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/2175641266745640041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/2175641266745640041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/04/chacina.html' title='Chacina'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-4929158812495570373</id><published>2009-04-12T20:17:00.000-07:00</published><updated>2009-04-12T20:18:08.444-07:00</updated><title type='text'>A Vanguarda da Vontade ou O Amor</title><content type='html'>Esse nós que portamos uma bandeira sem costura, trapo que não se vê. Esse nós que somos mancos nos trejeitos, desdenhados no porte social, belos imperfeitos. Jovens demais. Esses que juramos coerência do interior e coesão jamais. Que não sabemos dizer às vezes, sim, mas sentimos sem qualquer vazão. E às vezes, no entanto, tamanha expressão. Dizemos muito não, que são confundidos porque em realidade sim o são pra nós. Nossa lógica e razão, jovem anciã, a coerência de dentro. Esses que somos irmão. Passamos o recado entre nós, de congregações e conspirações de ser; e ser. Esses nós que correm em fio suplício de conformar-se com a cegueira. Esse nós que juntam-se, acumulam-se raras implícitas vezes pra sentir sem teimar, sem crer. Milícias e manifestações de dentes e lábios em U, em V. Esses que partilham segredos em sê quem são, marginais e capitães. Dizem que são levados e lavados pelas ondas, mas que são esses os mesmos esses que movem o mar - capitão, seu habitat; em habitar n’outrém que ali está, e chamar você pelo nome, primeiro, e te passar a mão na outra, e chorar quando não suportar a alegria, e acordar toda manhã por vos ter - moradia. E lavrar o amor, esse nós que não precisamos do perdão. Nem mudar o amor, esse nós que somos sem coesão. Esses sem motivo, nós, que se conhecem. Reconhecem. Reintegram-se, senão. Desintegram-se, por que não, a cada barulho surdo que vem do estetoscópio. A cada copo, garrafa, canção. E desintegram-se, esses, a cada negação do ócio, do novo troço, da velha trema, da trama e da traça que come todo mundo sem ver. A cada pessoa pequena e frágil, a cada falsa moral no sê. Esse nós que tentamos furar o mundo, forçar o atrito pra poder sentar e sê. Esse nós que quer nos vê e encontrar e partilhar e fugir sozinhos em plural. Cortar papéis, colar palavras e sair por aí em expansão. A liberdade tardia, jovens que são. Expansão, senão. Amor, então. Esses, nós, cansados de temer no canto, cantam descendo as escadas. Sonham estradas, dão de comer ao momento, te elogiam aos cantos, aos pombos, aos ventos. Esses, da frente, empurram o povo por trás. Engolem inúmeras vezes a malícia hostil que lhe é dita calada. Mas, não morrem, nunca, não de morte matada. Nem ganham nos jogos de bússolas, de tempo e de sorte. Esses da frente sorri, mas é forte. Esses que detalham o meio, sentam-se na borda, sentem-se na beira, mas são mais numerosos do que solidão. Trocam postais entre si, esses, e dizem lá o mal que não são. Mas, não morrem, nunca, não de falta de vida esmagada que sobra por entre os dedos que corta navalha a toda manhã. A poesia desses é de valor sentido, querem correr com ela abraçada, travesseiro pros muros, colares pros pescoços, óculos para os olhos. Descalço, nós. Com medo da fatiga ser cansaço. Esse teme e é temido em vão pelo efusivo de gente lá fora. No entanto, já é hora. Criemos vazão, pensemos a morte, preenchamos vazios, costuremos bandeira, fiemos vontade, lavemos a cara e comamos o pão. Juntemo-nos e iremos, caminho trilha de beira a partir e ao fim, que chega; e que chega.&lt;br /&gt;Carregamos a vontade que existe no mundo em sê. Essa que não existe sem esforço ou que não teime de jeito em querê. Existe. Nós, esses que vê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-4929158812495570373?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/4929158812495570373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=4929158812495570373&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/4929158812495570373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/4929158812495570373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/04/vanguarda-da-vontade-ou-o-amor.html' title='A Vanguarda da Vontade ou O Amor'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-9214266595794977723</id><published>2009-04-08T07:18:00.001-07:00</published><updated>2009-04-08T07:20:29.769-07:00</updated><title type='text'>parágrafo 31</title><content type='html'>Assim como sua dona, Schwarz tinha uma estrutura pequena, porém larga. Seu torso era redondo como um cilindro, do qual saiam pernas muito curtas e finas, e patas pequeninas. Sua cabeça era pequena em relação ao seu imenso e gordo corpo. O que se pode acrescentar a respeito de Miss Bernstein são seus minúsculos óculos de leitura confortavelmente apoiados no seu desmedido nariz pontudo e seu penteado audacioso, do qual também saia uma franja. Schwarz era, logicamente, preto e Bernstein era ruiva. A visão de Mde. Bernstein em cima de seu alto banco no caixa, balançando as curtas pernas longe do chão, era, de fato, bastante engraçada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-9214266595794977723?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/9214266595794977723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=9214266595794977723&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/9214266595794977723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/9214266595794977723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/04/paragrafo-31.html' title='parágrafo 31'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-438055497779577116</id><published>2009-04-06T17:04:00.000-07:00</published><updated>2009-04-08T07:22:09.614-07:00</updated><title type='text'>parágrafo 30</title><content type='html'>Mde. Bernstein era chamada de madame por todos os habitantes da região, menos um. Miss Bernstein, ele a chamava; coisa que a desagradava, pois nunca fora muito fã de americanos - os achava demasiadamente mal-educados, teimosos e irresponsáveis. Mas não adiantava o quanto falasse, Mr. Collins a chamava assim por conta de sua origem norte-americana. Mr. Collins já fora um homem elegante que batia de porta em porta vendendo objetos sem muita utilidade. Hoje ele era marido de Bernstein. Um tipo caladão, longilíneo e magro que usava somente um bigode de estilo ultrapassado, que mantinha com muito esmero, e já não mostrava sinais de que um dia fora elegante, assim como sua esposa já não mostrava sinais de que um dia fora apaixonada, e não mãe, do próprio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-438055497779577116?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/438055497779577116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=438055497779577116&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/438055497779577116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/438055497779577116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/04/mde.html' title='parágrafo 30'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-5807729263467068373</id><published>2009-04-05T11:30:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T17:02:21.191-07:00</updated><title type='text'>parágrafo 28</title><content type='html'>Schwarz, seu cão nada obediente, bloqueava a entrada de clientes de maneira quase indecente, forçando-os à desistência ou à humilhação de achar espaços por entre os membros do animal e saltar para dentro da confeitaria. Mde. Bernstein não ligava. Ela passava o dia nos fundos da sua brasserie cuidando de números e fiados, ou sentada num banco alto no caixa lendo livrinhos de bolso baratos que comprava todo mês. Destes ela tinha uma pilha na cabeceira, não deixando espaço para um abajour e, por esse motivo, toda noite ela tinha que praticar sua leitura no mesmo alto banco. Quem passava pela rua podia enxergar através da vitrine: a loja devidamente fechada, trancada e apagada, restando somente seu abajour de pé e aquela figura-quase-silhueta estática durante toda a madrugada. Mde. Bernstein não dormia se não fosse domingo. Quando começava a clarear, recomeçava sua rotina e se dirigia à cozinha para ligar os fornos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-5807729263467068373?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/5807729263467068373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=5807729263467068373&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/5807729263467068373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/5807729263467068373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/04/paragrafo-28.html' title='parágrafo 28'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-4670335124104827127</id><published>2009-03-31T17:30:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T17:31:02.895-07:00</updated><title type='text'>Indo-Europeu</title><content type='html'>escreve;&lt;br /&gt;escreve;&lt;br /&gt;escreve;&lt;br /&gt;atreve&lt;br /&gt; - escreve;&lt;br /&gt;entregue;&lt;br /&gt;escreva que&lt;br /&gt;escrava já&lt;br /&gt;sou&lt;br /&gt;deste tréve&lt;br /&gt;que me trava&lt;br /&gt;a vida&lt;br /&gt;ébria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-4670335124104827127?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/4670335124104827127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=4670335124104827127&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/4670335124104827127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/4670335124104827127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/03/indo-europeu.html' title='Indo-Europeu'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-1886358803896645257</id><published>2009-03-21T09:27:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T07:44:17.511-07:00</updated><title type='text'>Atrocidade</title><content type='html'>Toda essa liberdade que carrego, não me há bem que faça; me apego ao alcance das mãos, me nego a própria face do que quero - Esforço faço algum. Me crio liberta então em hérnias e lordoses e feridas. Me proponho a liberdade comedida como uma rua cheia de sinais. Que dom é esse de viver entre céu e chão, se não há meio de superar todo esse teto e pão. Nos miolos dos pães os tédios. Sempre num lugar, seguro, braço da poltrona, da cadeira do ônibus, tudo assegurado e apertado pra não desmoronar a liberdade. A moça é mais frágil e vaporosa que meu perfume nas suas tentativas de ser francês. Toda essa liberdade não há costas e músculos. Pra quê dessa força segurada e medida, cheia de esforço de força de atrito. Essa liberdade, na cadeia reflito. Aí me vejo tão liberta do que me apeguei num quase choro em quase luto, a coisa semi-feita em apuros. Vontade de rasgar o contrato e chamar de maldita - mitológico esse conceito dela, mito de tudo que é vivo, Viva, a gente não sabe o que diz. Não quero essa liberdade infeliz, quero uma atrocidade. Um acidente bento, qualquer coisa que eu alcance em reciprocidade. Quero apego doente, não quero mais céus rarefeitos ou buraco cavado sem eixo, na terra mexida, na areia da praia; a praia tão grande seu espaço que eu vejo no mar que venta minha cara, liberdade. Acho que não vai dar com todo esse cansaço do medo. A idade. Sempre o mesmo desejo de desejo - numa luxúria tão íntima que falsa; mentira, calúnia. Simplicidade. Quem me deu toda essa liberdade, então. Quem me estende em vã ilusão. Queime o papel, que não minto, não faço questão. Se é esse o meio necessário, amor, de escravocrata libertação. Única certificada meta, inmetro, canção. Única e indigna salvação. Nem a ponta do dedo alcança esses casos longínquos de tempo e espaço, não. É tudo inveja minha de mim mais atrás, um pouco mais do oposto, orgulho, aposto. De mim longe dos sinais. Mas que minto; é tudo saudade que invade; que sinto. Em mito saudade é verdade - sucinto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-1886358803896645257?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/1886358803896645257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=1886358803896645257&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/1886358803896645257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/1886358803896645257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/03/atrocidade.html' title='Atrocidade'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-3482277574686806664</id><published>2009-02-26T22:11:00.000-08:00</published><updated>2010-05-27T07:44:54.058-07:00</updated><title type='text'>rotina</title><content type='html'>quando desce o sol&lt;br /&gt;esfria o asfalto e ligam os postes&lt;br /&gt;e vejo meus papeis voarem&lt;br /&gt;com todos meus planos de luzes e lâmpadas&lt;br /&gt;de dia de hoje&lt;br /&gt;desmorona minha crença e&lt;br /&gt;autoconfiança, que seja&lt;br /&gt;desmorona meu pranto de coisa desfeita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que a noite traz a frustração das criaturas&lt;br /&gt;que sonham&lt;br /&gt;e jogam tudo no lixo a cada &lt;br /&gt;19h do horário de verão&lt;br /&gt;que ainda tenta tola consideração, burocracia senão, &lt;br /&gt;dar chance a essas que só ladram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- tantas cabeças pesadas&lt;br /&gt;só se curam do próprio veneno gelado&lt;br /&gt;todas as noites de escuro verão&lt;br /&gt;se houver em meio à ventania um braço alheio&lt;br /&gt;na boca chega de ideias, vazia e desnuda a mão&lt;br /&gt;em meio a chuva morna que sua, &lt;br /&gt;pele, veias e músculos&lt;br /&gt;pra apoiar o coração&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-3482277574686806664?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/3482277574686806664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=3482277574686806664&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/3482277574686806664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/3482277574686806664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/02/rotina.html' title='rotina'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-4528905426278278973</id><published>2009-02-18T10:41:00.001-08:00</published><updated>2009-02-18T10:41:44.703-08:00</updated><title type='text'>Interruptor</title><content type='html'>Os sintomas que não me deixam mais dormir e o google que não me deixa sem respostas. De forma que nas férias, mesmo mansas, não há peso que me apague. Fim das coisas que acomete a mente fraca. Compromissos sem horário que não têm força pra existir no mundo. O nada. Ócio descriador. Um ócio de começo, destruidor ainda enquanto não quieto. A hipocondria falsa de um prestar atenção em demasia. Ah, a falta de vida que tem vontade inimiga. Ansiedade vazia, esvazia. Hipocondria acesa no meu cérebro e na tela branca do site. Ou passeio como um pedestre em Paris, ou me leio bula virtual. Os sintomas se acumulam numa pequena montanha que escala até os sonhos mais altos à noite, aos devaneios mais rarefeitos de dia. Maldita consciência hipercrítica. Pra quê burlar as regras mais convincentes de causa e efeito? Eu não. Me acometo. Me nego e no fundo acho que mereço. Meu cérebro é acusado e vítima desses desfreios. Nunca fui hipocondríaca desde que nasci, mas que não me conheço, vejo, nos entremeios de sossego eu sonho, com essas coisas todas que me esbofeteiam, num dia-a-dia gigantesco de REM. Eu acordo achando que estou curada e festejo minha fisiologia. Venero meus anticorpos que funcionam num sempre intervalo de 2 a 4 dias. Eu tomo vitamina C fluorescente e acho que ela acende ainda mais as minhas noites de conexões neurais. As telas e stand-by’s se transformam em faróis, de carro, de barco, em portos marítimos salgados que nem eu e esse ar carioca. O iodo nos meus íons. O mercúrio na minha vacina. Não há interruptor que me assassine quando apago os olhos. Eu bebo pouca água, não me exercito, não forneço sais ou minerais ao meu físico. Mais sal? Meus sintomas eu ignoro nas horas em que interajo. Todas as noites, porém, como uma velha, biruta, como criança sem cobertor, não dorme preocupada com dor, ardor, dolor, pain in the ass psicossomáticos momentos, sonhos, pensamentos. Antes fossem enigmáticos, enfáticos, paranormais; paralizados. Finados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-4528905426278278973?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/4528905426278278973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=4528905426278278973&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/4528905426278278973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/4528905426278278973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/02/interruptor.html' title='Interruptor'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-3645090903417440091</id><published>2009-02-05T11:09:00.000-08:00</published><updated>2010-05-27T08:05:30.823-07:00</updated><title type='text'>Catarata</title><content type='html'>da minha janela&lt;br /&gt;o que vejo é muro&lt;br /&gt;com grade ainda&lt;br /&gt;tecendo uma divisão&lt;br /&gt;o que enxergo são os limites das plantas&lt;br /&gt;verdes escuras, senão&lt;br /&gt;e suas sombras projetadas&lt;br /&gt;numa parede branca&lt;br /&gt;mais cinza que essa prisão&lt;br /&gt;desenhando molduras&lt;br /&gt;mais duras que a grade a janela&lt;br /&gt;moldaram em nãos&lt;br /&gt;o sol, qualquer traço de luz&lt;br /&gt;só me chega refletido&lt;br /&gt;sou beirada num muro de solidão&lt;br /&gt;e as cortinas brancas&lt;br /&gt;leves, que voam a qualquer brisa&lt;br /&gt;só transparecem a mentira que são&lt;br /&gt;tentam confundir-me a liberdade&lt;br /&gt;como que se eu pudesse de fato&lt;br /&gt;ter vontade&lt;br /&gt;não tendo nem ainda&lt;br /&gt;visão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu recortada em verticais&lt;br /&gt;a grade não mais branca que o resto&lt;br /&gt;entremeada entrecortada&lt;br /&gt;longe dos limites da razão&lt;br /&gt;vejo as plantas que caem,&lt;br /&gt;final de vida despencam&lt;br /&gt;e proibidas que são&lt;br /&gt;de me fazer ver mais além&lt;br /&gt;saem do meu campo de visão&lt;br /&gt;que não entra mais nada&lt;br /&gt;mais ninguém&lt;br /&gt;não sou cega porque não me dizem&lt;br /&gt;enquanto não dizem não sou nem o quê&lt;br /&gt;só percebo que resisto nas marcas da chuva,&lt;br /&gt;na ferrugem do metal,&lt;br /&gt;na visão do imundo,&lt;br /&gt;talvez nas palavras que desejo,&lt;br /&gt;mas daqui nada vejo&lt;br /&gt;nada é o mundo&lt;br /&gt;nada mesmo&lt;br /&gt;e sendo só beira&lt;br /&gt;toda vez que o vento entra&lt;br /&gt;só me entra na alma poeira&lt;br /&gt;e nesse muro branco, é essa a minha deixa: eu sigo a vida lá fora&lt;br /&gt;nas suas rachaduras, pela sua sujeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-3645090903417440091?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/3645090903417440091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=3645090903417440091&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/3645090903417440091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/3645090903417440091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2009/02/vista.html' title='Catarata'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-4633396076324814999</id><published>2008-12-03T12:02:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T18:54:13.899-08:00</updated><title type='text'>Noctâmbulos</title><content type='html'>Meus estudos sonolentos produzem em mim esse sono que nunca vem. No claro, obscuro, quase não me detenho. Esse sono ferrenho, esse sono inteiro, que só existe em intervém. No mais que acendo as luzes, projeta em mim mais sombra escura. Esse sono denso, me se alimenta em contratempo. Nas mãos que não agüentam o peso de papel, adormecem-nas os nervos. Não tateio que nuvens. Não vejo que entremeios. Corrói as letras e as derrete em hipermetropias. Não mais que metros eu entrevejo. Metrificados, só travesseiros. Metralhado, cai o corpo: inteiro. Esse sono que nunca vem me rouba as tardes. O horário comercial alarde. O crânio amolece, como um bebê, enrosca, envelhece, mia, adormece. O sono brilhando lá fora, da janela me corta com feixes os olhos. Ele vem quando não acontece. À noite, no negro, emudece. Meu estudo tenta; não consegue. Minha destreza intenta, se mete, acomete só em sonho, pois enquanto pisco não impede. Esse sono acanhado. Intrépido. Sete. Entresilha entre os fios de cabelo dormentes. Só de dia. Só de leve. Me mente, a consciência inventa lógica, motivo, causa que sente. A razão, armada. As mãos são cortadas dos pulsos, não há nada que se faça. Força bruta, fina faca. Esse intelecto tão vago ficará, pois, continuará, pois, muito além do breve. Esse intelecto, pois, asno e metido, me levanta em sonâmbulo, me escreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à prova de amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-4633396076324814999?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/4633396076324814999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=4633396076324814999&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/4633396076324814999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/4633396076324814999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/12/noctmbulos.html' title='Noctâmbulos'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-1075123060252658054</id><published>2008-11-25T04:35:00.000-08:00</published><updated>2008-11-25T04:37:55.309-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>o doce de laranja que&lt;br /&gt;a minha vó fazia – ainda faz&lt;br /&gt;que minha mãe comia&lt;br /&gt;as cascas açucaradas&lt;br /&gt;junto do café&lt;br /&gt;nem mesmo o açúcar derretendo&lt;br /&gt;não convence aqui&lt;br /&gt;a menina&lt;br /&gt;que falta só faz de um coração&lt;br /&gt;que batesse mais devagar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-1075123060252658054?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/1075123060252658054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=1075123060252658054&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/1075123060252658054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/1075123060252658054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/11/o-doce-de-laranja-que-minha-v-fazia.html' title=''/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-7500513799824914501</id><published>2008-11-09T11:40:00.000-08:00</published><updated>2010-09-15T08:17:27.337-07:00</updated><title type='text'>Os Seres Mortos</title><content type='html'>Já tenho minhas unhas fracas de crescimento em demasia. Estão fracas e moles, quebradas como os cabelos que só se salvam com a última opção ceramidas do shampoo. Chove em cima de mim – esses cabelos arrepiam tentando alcançar não sei o quê; mas essa falta de gravidade que só acontece com eles, fios mortos, me causa adequada inveja. Cortei-os bem antes de alcançarem e me pesarem os ombros. Malditos genes que me propiciaram uma toda-vida de folículos capilares em abundância. Eu nem comento mais a respeito desse fracionar do guarda-chuva. Já não me incomodo se chove em mim. Entre um terço e nada, fico sem. Mas as minhas unhas de quem não tem vaidade e comete a ousadia de não cortá-las. Perpassam através dos cabelos, as mãos e unhas sujam todo o momento. Arrebentam essas linhas lisas, contorcidas, tortas, pra que elas possam crescer mais alto na próxima chuva. As unhas, de finas, afiadas; estão em acordo carimbado pelo ministério com esses barbantes no alto de mim. Animam-se com a chegada do verão e suas águas. Esquentam-me e eu tento arrancar essa peruca, o barbante é de lã – é morta, mas não sai. Minhas garras crescem como tudo no calor das bactérias com mais rapidez et voilà, estão prontas para capinar-me o crânio e fazer voar esses fios como pipas. Sobem mais, muito mais, a qualquer previsão do climatempo em umidade no ar. E esses fios elétricos – desconfio - condutores, posam como raios na minha cabeça. Vejo na tv que preciso de um novo shampoo pra nova estação. Quanto mais verão de prender cabelos, coçar o cérebro, tentar emudecê-los com as mãos, paralisá-los com borrachas e metais, mais sofro e mais sorriem as unhas – que a propósito, também mortas. Unhas e cabelos juntos não passam de cadáveres assombrando os vivos. Não respeitam e riem do nosso vagaroso tempo; tempo que está também jogado à sarjeta e moribundo – chutado por cada afazer que cruza a rua. Eu não percebo e elas crescem; à noite, no escuro, covardes. Meus fios pontas duplas são mais felizes que eu – e mais amigos têm num contar de dedos. Eu sempre prestes a fazer algo. Eu sempre vago-específica. Eu meu discurso declive-escorregadio. Eu não vê. Elas conseguem até me arranhar sem propósito e dobrar sem razão. Só pra esses fios, linhas, barbantes se alçarem aos céus – pois mortos já estão. Aqui a vida científica. Talvez eu sempre vagueza; sempre alucinação híper crítica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-7500513799824914501?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/7500513799824914501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=7500513799824914501&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/7500513799824914501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/7500513799824914501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/11/os-seres-mortos.html' title='Os Seres Mortos'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-6758118338436682141</id><published>2008-11-07T09:34:00.001-08:00</published><updated>2009-05-10T20:36:34.874-07:00</updated><title type='text'>Inventário</title><content type='html'>Quando eu crescer seguirei a minha lista de prioridades. O ócio, as letras, a música, a fotografia do mundo. Ver, enxergar, assistir, avistar, mirar. Observar. Guiarão-me neste mundo desenganado enquanto eu tiver que gastar algumas horas do dia em algum indigente trabalho. Uma casa em que se vê o telhado pelo interior. E uma mesa de madeira numa copa iluminada. Não peço pouco. Eu nem creio no pouco. Quero uma vida de temperatura amena por todos os anos a fio. Horas abundantes pra dormir. Água gelada no rosto quando ventar. Farei o que me parecer necessário. Usarei sapatos que façam barulho no chão de madeira e comerei muito macarrão. Um gato que dormirá na minha cama e chão, bastante chão pra correr. Pode ser que nada dê certo também. E assistirei de longe através de uma tela. Desde que eu enxergue a chuva quando ela se chover.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-6758118338436682141?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/6758118338436682141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=6758118338436682141&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6758118338436682141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6758118338436682141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/11/inventrio.html' title='Inventário'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-6653629385485321530</id><published>2008-11-07T09:24:00.000-08:00</published><updated>2008-11-07T09:29:23.151-08:00</updated><title type='text'>-.</title><content type='html'>As tangerinas são efêmeras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu cheiro remete a algo fresco e efêmero. O cheiro de uma tangerina remete, por exemplo, à infância; que depois que passa se torna efêmera numa recordação. Ou em algumas lembranças. Remete à sensação de depois de todo um dia na piscina debaixo do sol. O maiô molhado e o nariz ardendo. Uma regra quebrada numa tarde que ninguém nunca descobriu. Pagar o lanche na cantina – sozinho. Virar a noite pela primeira vez; e brincar com a comida. Um dia inteiro e o cansaço se esvaindo numa avó. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração é tangerina. E meus pulmões dois gomos virados um para o outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-6653629385485321530?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/6653629385485321530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=6653629385485321530&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6653629385485321530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6653629385485321530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/11/as-tangerinas-so-efmeras.html' title='-.'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-8509210505437581981</id><published>2008-10-19T11:26:00.000-07:00</published><updated>2008-10-19T11:27:14.194-07:00</updated><title type='text'>Prestação de Serviços</title><content type='html'>Prestenção, essa coisa de vida ta sempre pedindo alguma coisa. Trocas, sempre trocas e trocas comigo. Cavando esses buracos nos ossos. Ora, eu pedindo pro mim, sempre assim, sofrido mim. Todo dia falta alguma coisa pra outra poder acontecer. A gente, já sem unhas, ficando com os dentes gastos. Ninguém tem muito do que reclamar, mas é porque reclamar hoje em dia é proibido – revoga toda a filosofia de vida contemporânea. Eu reclamo debaixo do meu cérebro, confortáveis queixas mundanas. Dor nas costas, a cadeira da universidade, mesa que escorrega, meia furada, muita gente comentando, muito comentário inútil, chuva no cabelo, dividir o guarda-chuva. Tem muita coisa por aí que deveria prestar mais atenção em mim – minhas canetas, meu dinheiro, meu cabelo, os minutos e os dias da semana, assim. Não falo de gente, que gente não é, gente está. Eu tenho que prestar contas com tudo, com gente também. Eu presto conta com minhas canetas, com meu dinheiro, meu cabelo, os minutos e os dias da semana – presto conta com o guarda-chuva inteiro ou pela metade. Tenho que prestar conta com minha disposição e minha preguiça inócua – na maior partes das vezes inócua. Me pedem prestação de atenção, toda a gente, toda a fala, toda frase, todos os significados, escondidos ou não. E eu pago a vida à prestação. Um pouco hoje pra lá, um pouco amanhã pra cá. É o que se pode fazer nesse campo de serviços. Não me emprestam prestação. Na maior parte das vezes, nem eles prestam, não. Casa ou senzala, serviço ou servidão? Aí eu vou e deixo de fazer sentido, pois não presto à significação. Nada que presta provém de onde eu conheço. Desconheço muita coisa, conheço demasiada acepção. Inúmeras desprovidas despidas disformes divididas definições. Só decomposição. Todos os imprestáveis nãos seguidos de correção. &lt;br /&gt;Prestenção na correção, prestenção...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-8509210505437581981?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/8509210505437581981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=8509210505437581981&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8509210505437581981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8509210505437581981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/10/prestao-de-servios.html' title='Prestação de Serviços'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-6583309875652894347</id><published>2008-10-01T20:10:00.000-07:00</published><updated>2008-10-01T20:16:55.295-07:00</updated><title type='text'>poema lavado</title><content type='html'>isso acontece de quando em quando&lt;br /&gt;cada vez menos separadas&lt;br /&gt;as vezes,&lt;br /&gt;eu acordo e me perturba as memórias sonolentas&lt;br /&gt;dos sonhos velozes acima da cabeça&lt;br /&gt;esse barulho de banho&lt;br /&gt;que me aflige – banheirocupado&lt;br /&gt;Mas antes de incomodar com as paredes&lt;br /&gt;tamanhos quadrados, apartamento&lt;br /&gt;fecho os olhos&lt;br /&gt;fujo em sono de palacete&lt;br /&gt;30 cômodos retangulares&lt;br /&gt;e uma cozinha somente&lt;br /&gt;bem grande&lt;br /&gt;mesa quadrada de madeira&lt;br /&gt;dorme árvore cerejeira&lt;br /&gt;em pátio ensolarado debaixo das cobertas&lt;br /&gt;até o chuveiro me denunciar&lt;br /&gt;- você demora demais no banho&lt;br /&gt;eu não posso acordar&lt;br /&gt;enquanto&lt;br /&gt;amasso o travesseiro e penso em algo que já me desperta&lt;br /&gt;enrugo a testa procurando sossego&lt;br /&gt;e durmo, uma ou outra hora,&lt;br /&gt;mais dez quinze minutos&lt;br /&gt;de orvalho molhado na janela&lt;br /&gt;pingado com tanto esmero&lt;br /&gt;de calçada hidrográfica pela manhã&lt;br /&gt;de chuva murcha pesando nas plantas na sacada&lt;br /&gt;dez ou quinze&lt;br /&gt;até o silêncio seco me acender&lt;br /&gt;quando já não mais quero&lt;br /&gt;que tão lento frouxo arrastado não quero&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-6583309875652894347?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/6583309875652894347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=6583309875652894347&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6583309875652894347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6583309875652894347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/10/poema-lavado.html' title='poema lavado'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-4338349701807125430</id><published>2008-09-26T11:26:00.000-07:00</published><updated>2008-10-01T20:10:33.074-07:00</updated><title type='text'>parágrafo 20</title><content type='html'>No verão, as férias juvenis deixavam as cidades do interior sempre agitadas. As famílias retornavam da cidade deixando os pequenos apartamentos da periferia trancados e fechados, largavam os afazeres e o trabalho por ao menos um mês inteiro a fim de recuperarem a vitalidade no campo. Naquela pequena cidade era sucessivamente o mesmo costume neste período. Toda semana acontecia algum evento preparado pela pequena prefeitura – cuja sede, do alto de sua caipirice, se localizava no centro exato da cidade, na praça - ou pelos fazendeiros junto aos pais e famílias daquelas pequenas crianças que passavam seus séjours anuais nos seus lugares de origem. Tudo sempre acontecia ao pôr-do-sol, do qual os habitantes tanto se orgulhavam naquela época do ano, e seguia pela noite enquanto, pouco a pouco, as crianças voltavam sozinhas para casa para dormir, seguidas depois dos jovenzinhos e restavam somente os restos das comidas e os ecos das gritarias pueris junto aos adultos empapuçados de vinho tinto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-4338349701807125430?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/4338349701807125430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=4338349701807125430&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/4338349701807125430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/4338349701807125430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/09/no-vero-as-frias-juvenis-deixavam-as.html' title='parágrafo 20'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-7368618768446619206</id><published>2008-09-21T10:51:00.001-07:00</published><updated>2008-09-21T10:51:57.679-07:00</updated><title type='text'>Desfios</title><content type='html'>olha, que eu não aceito desafios&lt;br /&gt;sou pessoa comportada&lt;br /&gt;longe dessa imagem que me carregam&lt;br /&gt;me fiam&lt;br /&gt;mas vem e me joga dentro de um&lt;br /&gt;sem escolha, luva de pelica&lt;br /&gt;me desafia antes de acordo algum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora não mais&lt;br /&gt;não deixarei de fazer e você se surpreende&lt;br /&gt;ao me ver ligar&lt;br /&gt;saiba,&lt;br /&gt;sou pessoa comportada&lt;br /&gt;jamais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-7368618768446619206?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/7368618768446619206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=7368618768446619206&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/7368618768446619206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/7368618768446619206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/09/desfios.html' title='Desfios'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-524770135712047282</id><published>2008-09-17T17:04:00.001-07:00</published><updated>2008-09-17T17:04:26.868-07:00</updated><title type='text'>Casaco de Lã</title><content type='html'>Nessa manhã&lt;br /&gt;sem força&lt;br /&gt;acontecendo sem vontade de ser&lt;br /&gt;ver e ouvir&lt;br /&gt;que frio e chuvoso&lt;br /&gt;não é tempo de andar&lt;br /&gt;dezessete graus dos pés gelados&lt;br /&gt;e mesmo assim o despertador&lt;br /&gt;(máquina que não congela)&lt;br /&gt;pinica as costas&lt;br /&gt;a cabeça&lt;br /&gt;o cérebro&lt;br /&gt;o juízo&lt;br /&gt;na cama e lençóis&lt;br /&gt;na caminhada molhada&lt;br /&gt;até o ponto exato&lt;br /&gt;entre poças, o ponto&lt;br /&gt;de ônibus e gente&lt;br /&gt;amassadas num teto à espreita&lt;br /&gt;vão e fazem falta as moedas&lt;br /&gt;nesses juros irredutíveis&lt;br /&gt;e a música nos ouvidos só barulha&lt;br /&gt;enquanto um moço varre a calçada com água&lt;br /&gt;pra desrespeito meu, sobrancelhas e rugas&lt;br /&gt;e as crianças&lt;br /&gt;nos ônibus&lt;br /&gt;em pé&lt;br /&gt;comem aquela pipoca doce&lt;br /&gt;vou sem força&lt;br /&gt;esforço um sorriso&lt;br /&gt;me forço não pensar &lt;br /&gt;nas próximas 2 ou 6 horas&lt;br /&gt;só vejo as crianças num quase desabar&lt;br /&gt;e ouço o motor&lt;br /&gt;me atropela o ônibus todas as manhãs&lt;br /&gt;sem ficção&lt;br /&gt;pra eu encenar&lt;br /&gt;e a 98.9fm todo dia&lt;br /&gt;a pinicar, pinicar,&lt;br /&gt;pinicar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-524770135712047282?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/524770135712047282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=524770135712047282&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/524770135712047282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/524770135712047282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/09/casaco-de-l.html' title='Casaco de Lã'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-5484225505952637755</id><published>2008-09-10T17:30:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T17:31:17.887-07:00</updated><title type='text'>Indignos</title><content type='html'>Devaneio sem dignidade. Sem a menor compostura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa atividade de “reinar”- assim, sobre as abstrações que aceleram ou paralisam o coração. Essas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completamente sem dignidade.&lt;br /&gt;Sem qualquer soberania sobre mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem traço de decência, distinção, recato ou o que.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-5484225505952637755?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/5484225505952637755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=5484225505952637755&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/5484225505952637755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/5484225505952637755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/09/indignos.html' title='Indignos'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-6417253039375818383</id><published>2008-09-07T12:48:00.000-07:00</published><updated>2008-09-07T12:53:27.057-07:00</updated><title type='text'>Love Me Do</title><content type='html'>As pequenas tragédias da vida&lt;br /&gt;E dos umbigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, eu me amo&lt;br /&gt;mas não sou correspondido&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-6417253039375818383?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/6417253039375818383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=6417253039375818383&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6417253039375818383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6417253039375818383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/09/love-me-do.html' title='Love Me Do'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-1322283679597726673</id><published>2008-09-06T14:47:00.000-07:00</published><updated>2008-09-06T14:49:01.961-07:00</updated><title type='text'>Desaventuras</title><content type='html'>Você ta perdendo o meu tempo&lt;br /&gt;3 por 4&lt;br /&gt;em pé de valsa e &lt;br /&gt;eu tentando seguir o quarteto&lt;br /&gt;e o naipe metálico&lt;br /&gt;-fatídico-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;explícitas aventuras dentro de casa&lt;br /&gt;nas vagas musicas desinibidas;&lt;br /&gt;a gente finge que ri,&lt;br /&gt;da janela do ônibus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;num quartinho mudo&lt;br /&gt;infestado de quartetos metálicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e fatídicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de aventuras fictícias&lt;br /&gt;como todo o meu ser&lt;br /&gt;olhando pra minha mão&lt;br /&gt;são filmes de ação&lt;br /&gt;em que eu atuo de anão&lt;br /&gt;e como meu trio &lt;br /&gt;de cordas&lt;br /&gt;e plumas de pavão&lt;br /&gt;rebobina a fita&lt;br /&gt;desce&lt;br /&gt;caminha em 2 por 4&lt;br /&gt;desamarra o sapato&lt;br /&gt;pisa o quarto mundo&lt;br /&gt;ou quinto império?&lt;br /&gt;e vai ouvir um Wagner,&lt;br /&gt;conquistar a Polônia&lt;br /&gt;ler a Rússia&lt;br /&gt;atuar de odalisca&lt;br /&gt;em cinco linhas paralelas&lt;br /&gt;e perder meu tempo&lt;br /&gt;em fios soltos de partituras &lt;br /&gt;nos espaços do contratempo&lt;br /&gt;e até letra eu invento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-1322283679597726673?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/1322283679597726673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=1322283679597726673&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/1322283679597726673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/1322283679597726673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/09/desaventuras.html' title='Desaventuras'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-6168131940531828437</id><published>2008-09-03T16:06:00.000-07:00</published><updated>2008-09-03T16:07:01.523-07:00</updated><title type='text'>Laboratório</title><content type='html'>(...) e sua mãe morria de preocupação,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não tinha vontade de &lt;br /&gt;Biscoitos&lt;br /&gt;há muito tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(desde o dia&lt;br /&gt;que soube&lt;br /&gt;das sujeiras clandestinas&lt;br /&gt;na ponta dos dedos&lt;br /&gt;na boca escovada&lt;br /&gt;na mosca verde&lt;br /&gt;da feira de ciências.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-6168131940531828437?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/6168131940531828437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=6168131940531828437&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6168131940531828437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6168131940531828437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/09/laboratrio.html' title='Laboratório'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-2349735546717070874</id><published>2008-09-03T15:55:00.000-07:00</published><updated>2008-09-03T15:56:33.166-07:00</updated><title type='text'>-&gt;</title><content type='html'>A aflição da impossibilidade de não ser somente eu mesma e ainda assim nem eu me ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de canto de olho eu me sou inimiga...&lt;br /&gt;Meu ser s’estrumbica ante a vida...!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-2349735546717070874?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/2349735546717070874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=2349735546717070874&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/2349735546717070874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/2349735546717070874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/09/blog-post.html' title='-&gt;'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-3068143840775749064</id><published>2008-09-02T08:00:00.000-07:00</published><updated>2008-09-02T14:37:35.288-07:00</updated><title type='text'>Casa Vazia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;A casa vazia&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com ventos de exílio&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É uma doçura leve&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que te levita entre os cômodos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com sorrisos vaporosos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Te faz rodar na sala&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Achando mais inteira&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;T  e  n  d  o                  &lt;span style=""&gt;                            &lt;/span&gt;m  a  i  s                                      &lt;span style=""&gt;                     &lt;/span&gt;e  s  p  a  ç  o&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O ar parece saído da geladeira&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A casa cheira a lavanda&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                   &lt;/span&gt;    A casa cheia de mim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se enrosca na cama de novo e de novo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fica em pé em cima da poltrona&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A reinar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se enterra nos devaneios de ar fresco descalça&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Toca nas paredes e sente todas as matérias&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Concreto e veludo do sofá&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estatelada no chão de madeira&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com o gato&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A refrescar os cabelos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não há relógio que caiba no cérebro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E não há janela grande demais&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Molha o rosto e corre pra lá&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pra deixar o vento estapear gentilmente a testa e as bochechas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E dar bom-dia&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-3068143840775749064?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/3068143840775749064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=3068143840775749064&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/3068143840775749064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/3068143840775749064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/09/casa-vazia.html' title='Casa Vazia'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-8476182785340283404</id><published>2008-08-29T16:35:00.000-07:00</published><updated>2008-08-29T16:37:05.614-07:00</updated><title type='text'>Tevê</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando você liga a sua tevê&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Minha tela faz “bzzz”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela treme toda&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como que com medo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do seu écran&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Surrupiar sua vida modesta&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na sua tv - muito alta&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E ventilador, abajour, -putador&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma festa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Minha tela confessa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Arrepiam as letras que ela testa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nesse “bzzz” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;o meu horror manifesta&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas você janta assistindo tevê&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu horário é outro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu tremo toda&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Toda tentativa de tê&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;sossego&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todo dia&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;e você nem vê.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-8476182785340283404?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/8476182785340283404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=8476182785340283404&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8476182785340283404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8476182785340283404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/08/tev.html' title='Tevê'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-6735201696440598952</id><published>2008-08-27T18:12:00.000-07:00</published><updated>2008-08-27T18:22:02.214-07:00</updated><title type='text'>Ai.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Domingo quase segunda&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dói os ossos e a articulação da feira&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Corrói a pele e afoga o peito&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu busco pra mim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu relógio automático vermelho,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que sempre reclamei seu fuso-horário,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seu ponteiro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Agora me crio naquela sua vontade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Própria&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De parar e de existir&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De acontecer ou respirar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De calar a máquina&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu me quero calar a máquina.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É, meu avô bem sabia das vantagens do seu Omega,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Agora tão vermelho e tão perdido por aí,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tão novo século e desmerecido com tantos lasers;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enquanto parado é parado;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só quando movimenta é que vem à vida – movimentado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Assim, os meus dedos inchando a cada vermelhidão do céu,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu me acho doendo as juntas da espinha,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;À espera do sono que me levantará só amanhã,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;abatida, imunda;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enxergo embaçado, já com afã, vejo lá:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Segunda?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois eu quero encontrar a primeira – mais antes, e mais&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cadê?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Espera&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enquanto eu não durmo, não chego&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu coração é quase dormente,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu corpo periga,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;mas desmente&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-6735201696440598952?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/6735201696440598952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=6735201696440598952&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6735201696440598952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/6735201696440598952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/08/ai.html' title='Ai.'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-7605353437521452702</id><published>2008-08-21T18:55:00.001-07:00</published><updated>2008-08-21T18:56:43.037-07:00</updated><title type='text'>O Conquistador</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ele tenta impressionar a menina do jeito errado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Repete os nomes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Faz-se de bobo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fuma cigarro e come balinhas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De hortelã&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É todo muito&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;muito papel&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ironiza sua meia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;tira sua foto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e manda dizer o que ela não quer&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;pois, ela não quer&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;não seja pacóvio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;diz-se normal&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e finge não ser&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;usa palavras usadas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;adota as idéias&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e se mostra de lá&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ela faz que não vê.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-7605353437521452702?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/7605353437521452702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=7605353437521452702&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/7605353437521452702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/7605353437521452702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/08/o-conquistador.html' title='O Conquistador'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-8260811432429818525</id><published>2008-08-21T18:53:00.000-07:00</published><updated>2008-08-21T18:54:13.328-07:00</updated><title type='text'>Latido Americano</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu estou tentando uma conquista&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De passado fracassado;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sou um latino americano&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que deixou de pensar como um,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;quando se cruzam e sorriem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;os pensamentos - não riam;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E eu nunca sei por quê,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E eu mentiria se dissesse que é ruim;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sou um latino americanizado,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que ri da tua desgraça&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;enquanto a minha é pior;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estou tentando uma conquista&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;que é momentaneamente indispensável;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sou em latim – americanus?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sou um meio que quer ser objetivo,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sou um que não é meu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;caminho,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;choveu;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu estou tentando que me&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentem&lt;span style=""&gt;                       &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;ver&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em latino, americano,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;You&lt;/i&gt; ou &lt;i style=""&gt;Usted&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-8260811432429818525?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/8260811432429818525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=8260811432429818525&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8260811432429818525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8260811432429818525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/08/latido-americano.html' title='Latido Americano'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-1239571509661074578</id><published>2008-08-19T15:31:00.001-07:00</published><updated>2008-08-19T15:32:35.289-07:00</updated><title type='text'>e o Telefone Ainda a Tocar</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Bo- Ring&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Bo- Ring&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Interrompe os mais belos pensamentos,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E os julga miseráveis,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enquanto é tentado expor&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A verdade humana&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pelos frígidos moribundos sentados diante de máquinas;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tais as quais que só produzem palíndromos dos mais estéreis&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;É quando caem em mais profundo vão -&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aquele o qual mais amedronta os homens da palavra -&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Silêncio fúnebre, senão&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Venta calado a cabeça,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dói não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, tinha um pássaro e&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Trim, trim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Trim, trim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando avisam da reunião escolar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E, nós, aqueles os quais cismamos que éramos poetas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vemos o mundo desmoronar;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pergunta-se, tão desesperadamente,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A quem fica imaginar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;que alfabetização dos filhos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;ainda nós matará?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-1239571509661074578?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/1239571509661074578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=1239571509661074578&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/1239571509661074578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/1239571509661074578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/08/e-o-telefone-ainda-tocar.html' title='e o Telefone Ainda a Tocar'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-8625750423782024971</id><published>2008-08-17T16:59:00.001-07:00</published><updated>2008-08-20T15:31:10.203-07:00</updated><title type='text'>Mafalda</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando ela lê essas frases sem sentido&lt;br /&gt;em nada tenta decifrá-las&lt;br /&gt;só sorri enquanto o celular apita uma outra&lt;br /&gt;a qual ela já começa a temer&lt;br /&gt;- o Mundo&lt;br /&gt;tá ficando doido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o mundo todo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;trocarei postais com mafalda&lt;br /&gt;assim que arranjar seu cep&lt;br /&gt;só ela poderá responder&lt;br /&gt;ao mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o mundo todo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;todo mundo&lt;br /&gt;(o)que seu globo vê.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-8625750423782024971?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/8625750423782024971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=8625750423782024971&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8625750423782024971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/8625750423782024971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/08/mafalda.html' title='Mafalda'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-5072874664397575165</id><published>2008-08-17T16:58:00.000-07:00</published><updated>2008-08-22T18:12:34.845-07:00</updated><title type='text'>Minha Questão de Estimação</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu tenho uma questão que vive em mim. Ela se pergunta todo dia alguma coisa diferente. Às vezes adormecida em futilidades, às vezes gananciosa em filosofia. No entanto, são poucas as vezes que ela se repete, enquanto geralmente pula de um ponto duvidoso ao outro toda noite. Percebem-se alguns costumes dela em relação à noite e ao álcool. Comporta-se com certa boemia em relação à vida cotidiana, tal que às vezes também causa problemas, à mim. Alguns dias, muito energética, opta por uma excursão de horas a fio a passear por centenas e dezenas de perguntas. Percebem-se grandes inquietações, ameaçadoras da saúde física, por conta dos seus hábitos bastante ego-centrados. Percebe-se a falta de habilidade de sua moradia para responder as suas perguntas. No entanto, a questão ainda insiste em ser habitante e insiste muitas vezes numa mesma complexa dúvida por, a depender, semanas. Causa grande aflição aos vizinhos. Andam fazendo queixas na associação. Não podemos prever as conseqüências.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje vem e me pergunta por que os cabelos têm tanta opinião. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-5072874664397575165?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/5072874664397575165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=5072874664397575165&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/5072874664397575165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/5072874664397575165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/08/minha-questo-de-estimao.html' title='Minha Questão de Estimação'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1513275130424538184.post-5271089386709181623</id><published>2008-08-17T16:49:00.000-07:00</published><updated>2008-08-17T16:51:05.038-07:00</updated><title type='text'>Aquele quase eterno</title><content type='html'>de um bom livro ou do cheiro do café-da-manhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1513275130424538184-5271089386709181623?l=latido-americano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://latido-americano.blogspot.com/feeds/5271089386709181623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1513275130424538184&amp;postID=5271089386709181623&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/5271089386709181623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1513275130424538184/posts/default/5271089386709181623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://latido-americano.blogspot.com/2008/08/aquele-quase-eterno.html' title='Aquele quase eterno'/><author><name>Zofja e os bárbaros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09263835556018446278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
